top of page

Celso Amorim alerta Lula: Brasil vulnerável após queda de Maduro

  • há 3 horas
  • 5 min de leitura
 — Imagem/Reprodução: @canalmilitarizandoomundo - URGENTE! BRASÍLIA DIZ CAPTURA DE LULA E PREPARA DEFESA CONTRA EUA! BUNKER SERÁ FEITO?!

Uma onda de alerta e desconfiança toma conta dos corredores do Palácio do Planalto, com o assessor especial para assuntos internacionais, Celso Amorim, posicionando-se como uma voz de urgência ao lado do presidente Luís Inácio Lula da Silva.


Em um contexto de instabilidade geopolítica acelerada pela operação dos Estados Unidos, que culminou na captura e derrubada do regime de Nicolás Maduro na Venezuela, Amorim tem defendido não apenas o reforço imediato das capacidades militares brasileiras, mas também uma postura de extrema cautela nas relações com Washington.


Essa advertência ecoa como um chamado direto: Lula, abra os olhos. Você pode ser o próximo.


Como fundador do Foro de São Paulo, Lula surge como alvo potencial em uma ofensiva que visa desmantelar redes de esquerda na América Latina, enquanto movimentos surpreendentes do presidente brasileiro em direção à Índia levantam suspeitas de pressões externas para afastar o Brasil da China, seu maior parceiro comercial.


A operação em Caracas, executada em 3 de janeiro de 2026 por ordem do presidente Donald Trump, marcou um ponto de inflexão na região. Maduro foi capturado e levado para julgamento em Nova York sob acusações de tráfico de drogas em uma ação interpretada por fontes do governo brasileiro como motivada por interesses econômicos, especialmente o controle das vastas reservas de petróleo venezuelano.


Relatos da Folha de São Paulo, citados em reportagem do Brasil 247 de 20 de fevereiro, indicam que o episódio provocou uma revisão imediata de cenários estratégicos no Brasil.


Lula, preocupado com as implicações regionais, convocou uma reunião emergencial no Planalto em 15 de janeiro, reunindo o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, os comandantes do Exército, Tomás Miguel Paiva, da Marinha, almirante Marcos Sampaio Wen, da Aeronáutica, brigadeiro Marcelo Damaceno, e o chefe do Estado-Maior Conjunto, almirante Renato Rodrigues Freire.


Amorim, com sua longa trajetória como ex-chanceler nos governos Lula e Dilma Rousseff e ex-ministro da Defesa, participou ativamente, trazendo sua interlocução direta com figuras venezuelanas, incluindo o próprio Maduro.


O diagnóstico apresentado foi alarmante. O Brasil não possui defesas antiaéreas suficientes para dissuadir ou resistir a uma ofensiva estrangeira de envergadura, como a realizada pelos Estados Unidos na Venezuela.


Militares de alta patente relataram que diante de ataques aéreos de uma potência como Washington, a capacidade de resposta seria limitada, expondo vulnerabilidades estruturais de longo prazo.


Essa avaliação ecoa dados do Instituto de Estudos para a Paz de Estocolmo (SIPRI), mencionados por Amorim em entrevista à Carta Capital de 19 de fevereiro. Em 2024, o Brasil ocupava o 21º lugar no ranking global de gastos militares, com um orçamento que caiu de 1,4% para 1% do PIB, sendo superado por países como Espanha, Holanda e até Argélia.


“O fato de sermos pacíficos não afasta os riscos de agressões externas”, afirmou Amorim, destacando investimentos passados em submarinos nucleares durante os governos petistas, mas criticando a estagnação pós-impeachment de Dilma e durante a era Bolsonaro.


Em resposta à crise, os comandantes propuseram um plano ambicioso de modernização, R$ 800 bilhões ao longo de 15 anos, equivalendo a cerca de R$ 53 bilhões anuais.


Esse valor supera amplamente o orçamento atual, de R$ 26,8 bilhões em investimentos neste ano, e exigiria vinculações orçamentárias e exceções no arcabouço fiscal, como os R$ 30 bilhões liberados para projetos estratégicos nos próximos seis anos.


Lula, segundo fontes próximas, recebeu a proposta com receptividade, vendo nela uma oportunidade para unir setores de esquerda e direita em torno da soberania nacional.


Amorim, no entanto, vai além. Ele vê o episódio venezuelano como um precedente perigoso, reavivando a Doutrina Monroe, a estratégia histórica dos Estados Unidos de dominar o hemisfério ocidental, agora atualizada para expulsar influências chinesas e russas.


“Não podemos ficar a vida toda confiando no fato de que por sermos um país pacífico, ninguém vai nos atacar”, declarou em tom que soa como um alerta pessoal a Lula para evitar confrontos diretos que possam escalar.


Essa desconfiança se aprofunda com o Foro de São Paulo, rede fundada por Lula e Fidel Castro em 1990 para coordenar partidos progressistas na América Latina. Críticos, incluindo opositores bolsonaristas e analistas internacionais, acusam o Foro de servir como canal para apoio e financiamento a regimes autoritários, como o de Cuba sob Miguel Díaz-Canel, Nicarágua com Daniel Ortega e a Venezuela de Maduro.


Durante os governos petistas, o Brasil destinou bilhões via BNDES para projetos nesses países, incluindo refinarias e infraestrutura, o que é visto por Washington como financiamento indireto a ditaduras.


Com Maduro derrubado, especula-se que Trump avance contra outros membros do Foro, usando sanções econômicas ou operações encobertas.


Lula, que condenou publicamente a intervenção como totalmente errada e uma violação da soberania, posiciona-se como defensor desses governos, o que o coloca na linha de frente.


Amorim alerta que ingerências externas, como divulgação de fake news ou uso indevido de inteligência artificial por redes de extrema direita ligadas aos Estados Unidos e Europa, poderiam interferir nas eleições brasileiras de 2026 ou 2030.


“O risco existe, mas não necessariamente da parte do presidente Trump”, ponderou Amorim, distinguindo o líder de redes mais radicais, mas enfatizando a necessidade de proteção ao sistema eleitoral.


Diplomacia arriscada: Lula entre Índia, China e pressões dos EUA


Paralelamente, um movimento surpreendente de Lula durante sua visita à Nova Deli, na Índia, em 20 e 21 de fevereiro, acende novas desconfianças.


Em declarações reportadas pelo Poder360, o presidente classificou Brasil e Índia como as duas maiores democracias do sul global, excluindo implicitamente a China dessa categoria.


Essa rotulagem, que implica ver Pequim como uma ditadura não democrática, é inusitada para Lula, que historicamente evita críticas ao regime chinês, priorizando laços econômicos. A China absorve 35% das exportações brasileiras, superando os Estados Unidos, destino de produtos como aviões da Embraer.


Amorim, em entrevista à Carta Capital, reforçou a importância da diversificação: “Fizemos bem em diversificar o comércio”, citando como o debate sobre a ALCA nos anos 2000 evitou dependência excessiva de Washington.


No entanto, analistas especulam pressão dos Estados Unidos. Trump, em sua estratégia de conter a China, poderia condicionar acordos bilaterais, como exploração de terras raras cruciais para baterias e reatores nucleares, a um afastamento de Pequim.


Lula, ao elogiar parcerias com a Índia para a reforma da ONU e expansão do comércio Mercosul-Índia, parece ceder a essa nova guerra fria, priorizando um mundo multipolar com democracias como eixo.


Amorim concorda: “Temos de encontrar um caminho que envolva parcerias”, mas alerta para não renunciar à China, que oferece transferências de tecnologia em satélites e investimentos industriais, como fábricas de carros elétricos na Bahia. Esse distanciamento aparente da China levanta questões.


É uma concessão sob pressão para a visita de Lula à Casa Branca em março? Trump, que propôs um Conselho da Paz criticado por Amorim como uma redução do Conselho de Segurança da ONU a um poder unipolar, poderia usar isso para atrair o Brasil.


Alternativamente, pode ser estratégia pura: Lula presta homenagem a Mahatma Gandhi na Índia, fecha acordos sobre certificação eletrônica e defende assentos permanentes na ONU para Brasil e Índia, fortalecendo o sul global sem romper com Pequim.


Amorim enfatiza a integração regional, como completar 200 km de estrada na Guiana para ligar ao Caribe e projetos como ferrovias transcontinentais que não têm ideologia e transcendem avanços da extrema direita na América do Sul.


Em um Brasil vulnerável, mais exposto que a Venezuela, segundo avaliações militares, o alerta de Amorim ressoa como um chamado à ação urgente. Com o Planalto acelerando planos de defesa e Lula navegando uma diplomacia arriscada, o país equilibra soberania e pragmatismo.


Fontes indicam que o governo monitora de perto potenciais ingerências, enquanto opositores como o PL e aliados de Bolsonaro exploram o tema para criticar Lula. O futuro é um xadrez global onde o Brasil pacífico, mas agora alerta, busca não ser o próximo dominó a cair.








 
 
bottom of page