Cuba em colapso e a pressão dos EUA na América Latina
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Cuba enfrenta um segundo apagão nacional em menos de uma semana, deixando milhões sem energia e agravando a crise já marcada pela escassez de petróleo após o corte de suprimentos da Venezuela.
O governo cubano anunciou que suas forças armadas estão em alerta máximo diante da possibilidade de uma intervenção militar norte-americana.
O vice-ministro das Relações Exteriores declarou que o país não busca confronto, mas tem o direito de se defender e está preparado para mobilizar tropas e civis se necessário.
Esse posicionamento ocorre em um contexto mais amplo de reafirmação da influência dos Estados Unidos na América Latina. Inspirada na doutrina Monroe e reinterpretada como “Trump Corollary”, a estratégia americana busca manter presença estratégica em todos os territórios do hemisfério ocidental, afastando a crescente influência da China.
Pequim tem investido em portos, estradas, energia e até projetos espaciais na região, o que preocupa Washington.
No Peru, por exemplo, a inauguração de um porto operado por uma estatal chinesa levou os EUA a investir bilhões na modernização de bases navais próximas.
No Equador, forças americanas atuam em conjunto contra cartéis e narcotráfico, enquanto na Venezuela a deposição de Nicolás Maduro marcou uma nova fase da política de intervenção.
No México, há ameaças de ações diretas contra cartéis, e no Brasil, a recusa em classificar facções criminosas como organizações terroristas gera atritos com Washington.
A Colômbia, por sua vez, busca apoio do Equador e da nova Venezuela para combater facções armadas e evitar uma possível invasão americana.
O presidente Gustavo Petro, inicialmente resistente, recuou após a queda de Maduro e agora tenta alinhar-se parcialmente às medidas regionais.
No fim, a preparação cubana reflete um continente em processo de realinhamento forçado. Países que desafiam a influência dos Estados Unidos ou se aproximam da China correm risco de isolamento ou intervenção.
pressão é intensa e a história recente mostra que a estratégia americana não hesita em impor mudanças de regime ou operações militares para manter sua hegemonia no hemisfério.

