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Estados Unidos se preparam para possível ataque ao Irã enquanto tensões aumentam no Golfo

  • há 3 horas
  • 4 min de leitura
 — Imagem/Reprodução: @CNNbrasil - Exército norte-americano se prepara para ataque ao Irã  | LIVE CNN.

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Irã e Rússia realizam exercícios navais diante da ameaça de conflito com EUA


O exército dos Estados Unidos se prepara para atacar o Irã já neste fim de semana. É o que fontes disseram à CNN. Os relatos indicam que o presidente americano Donald Trump ainda não tomou a decisão final para autorizar a ofensiva.


Ao mesmo tempo, Irã e Rússia realizaram exercícios navais conjuntos no mar de Omã. Nossa correspondente em Nova York, Priscila Easbec, é quem traz as informações pra gente ao vivo. Priscila, muito bem-vinda. Perspectiva aí, então, todas as atenções voltadas para essa negociação, para essa tensão. Bem-vinda. Bom dia.


Mobilização militar americana intensifica pressão sobre o Irã


Exatamente. Clarissa, bom dia a você, a todos que nos acompanham. Fontes disseram à CNN que Donald Trump estaria já com o seu exército preparado para fazer um ataque ao Irã neste final de semana.


Segundo essas fontes, a Casa Branca foi informada que os militares estariam preparados, que o Gerald Ford, que é o porta-aviões com capacidade para mais de 90 aeronaves e propulsão nuclear, deve chegar na região já nesse final de semana, depois de uma série de outros reforços militares que também foram enviados para a região.


Recursos da Força Aérea dos Estados Unidos no Reino Unido, incluindo aviões-tanque de reabastecimento e caças, estão sendo posicionados mais próximos ao Oriente Médio. Há informações também do site de política Axios de que centenas de caças foram enviados para a região e só em 24 horas cerca de 50 caças também foram deslocados para reforçar toda essa mobilização militar, que inclui dois porta-aviões, uma dúzia de navios de guerra e centenas de aeronaves.


Além disso, o que as fontes disseram à CNN é que Donald Trump está considerando a possibilidade de um ataque, mas ainda não tomou uma decisão final. Ele tem argumentado a favor e contra uma ação militar, consultado assessores e aliados sobre o melhor caminho, e não está claro ainda se ele vai tomar algum tipo de decisão até o final de semana. Uma das fontes disse à CNN que ele está passando muito tempo concentrado e refletindo sobre isso.


Trump avalia ofensiva militar contra o Irã em meio a impasses nucleares


Lembrando que na terça-feira autoridades dos Estados Unidos e do Irã se reuniram para conversas indiretas em Genebra e, depois dessas conversas, o ministro de Relações Exteriores do Irã disse que ambos os lados tinham chegado a princípios orientadores para um acordo. Uma autoridade americana também afirmou que alguns detalhes ainda precisariam ser discutidos.


O vice-presidente dos Estados Unidos, Javid V, disse que havia algumas lacunas e linhas vermelhas colocadas por Donald Trump que o Irã não estaria disposto a superar, ou seja, alguns impasses. Esses impasses estão ligados à questão nuclear.


Os Estados Unidos querem o enriquecimento zero de urânio. O Irã já disse que pode interromper o enriquecimento ou fornecer uma parte do urânio para a Rússia, mas não falou sobre enriquecimento zero.


Outro ponto é que os Estados Unidos gostariam de discutir a desmobilização do arsenal de mísseis do Irã, algo que Teerã também não estaria disposto a aceitar. Não ficou claro se esses detalhes foram conversados na reunião, apenas que ainda há impasses para que um acordo saia.


Além da mobilização americana, também há uma mobilização por parte do Irã. O país está reforçando instalações nucleares usando concreto e grandes quantidades de terra para enterrar locais estratégicos em meio à pressão dos Estados Unidos, em mais um indício de que um conflito armado pode acontecer. Isso segundo informações de imagens de satélite analisadas pelo Institute for Science International Security.


Além desse reforço interno, o Irã também tenta pressionar os Estados Unidos a negociar por meio da ameaça de fechar o estreito de Ormus, responsável por 20% do transporte global de petróleo. O preço do petróleo subiu mais de 4% ontem e continua em alta nesta quinta-feira, com mais de 1% pela manhã diante da tensão no estreito.


Analistas estimam que, se houver um fechamento prolongado dessa rota vital, o preço do barril pode chegar a 150 dólares, o que poderia gerar inflação global e pressão nos Estados Unidos, algo que Donald Trump não gostaria.


Estreito de Ormus vira foco de tensão global com risco de impacto no petróleo


É por isso que também há essa ameaça de fechamento do estreito de Ormus e os exercícios realizados no Golfo de Omã, em conjunto entre Irã e Rússia. Moscou disse na quinta-feira que está observando essa escalada de tensões sem precedentes e pediu a Teerã e outras partes que ajudem a conter a situação.


Lembrando que a Rússia tem um tratado de parceria estratégica com o Irã, mas não uma cláusula de defesa mútua como o artigo 5 da OTAN. Ainda assim, a parceria e os exercícios militares conjuntos trazem uma tensão adicional e o temor de um conflito mais expandido caso os Estados Unidos ataquem o Irã.


Obrigada. Informação importantíssima, então, trazida pela nossa Priscila Asbec. Bom trabalho para você, Pri.

 
 
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