Facção com 'tribunal do crime' é alvo em MG
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—Jornalista José Adauto Ribeiro da Cruz
Na manhã desta quinta-feira (9/7), a Polícia Civil de Minas Gerais iniciou a terceira fase da Operação Caronte, voltada a desmantelar uma célula de facção criminosa envolvida com tráfico de drogas e um “tribunal do crime” no sul do estado. Foram expedidos 29 mandados de prisão temporária e 31 de busca e apreensão em cidades como Itajubá, Piranguinho, São Lourenço, Brazópolis e Wenceslau Braz.
As investigações revelaram que o grupo dominava áreas do comércio de drogas e impunha regras próprias, punindo moradores e integrantes que desobedeciam — uma forma de “justiça paralela” que evidencia a fragilidade do Estado diante do avanço das facções. Aproximadamente 140 policiais civis participaram da operação, com apoio de diversas unidades especializadas.
A Operação Caronte, iniciada em 2020, já havia resultado em dezenas de prisões e apreensões de drogas e armas, mas a continuidade do “tribunal do crime” mostra como o crime organizado se fortalece e se perpetua, mesmo após sucessivas ações policiais.
Esse cenário não é exclusivo de Minas Gerais: a existência de tribunais clandestinos e o domínio territorial de facções refletem a crise de segurança pública que atinge todo o Brasil, marcada pela expansão do tráfico, pela violência contra comunidades e pela sobrecarga das forças policiais. O caso reforça a urgência de políticas nacionais integradas e eficazes para enfrentar a criminalidade e restabelecer a autoridade do Estado.



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