Insurgências no Irã, curdos e baluches intensificam pressão em meio a planos de operação terrestre e à crise da segurança regional
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Adauto Jornalismo* com o canal @AdautoRibeiroReporter e @BusinessBasicsYT_pt
O Irã acabou de atacar uma estação da CIA na Arábia Saudita e agora a CIA está se preparando para uma invasão terrestre e uma guerra civil dentro do Irã. A lição aqui é bem simples: não mexa com a CIA.
O ataque à estação foi confirmado por uma fonte oficial, que relatou que um suposto drone iraniano atingiu a estação da CIA em Riad, parte do complexo da embaixada dos Estados Unidos. O ataque causou danos, mas ninguém ficou ferido, já que não havia pessoas na embaixada no momento.
O Washington Post foi o primeiro a noticiar que a estação da CIA foi o alvo direto. Esse episódio é considerado uma vitória simbólica para a Guarda Revolucionária iraniana e mostra que os drones iranianos representam uma ameaça significativa, capazes de destruir lançadores e estoques de mísseis.
Há milhares de drones que podem ser facilmente lançados de caminhões, funcionando como novas bombas suicidas na próxima fase do conflito no Oriente Médio.
Nos últimos dias, sinais do governo americano indicaram que uma invasão terrestre não está descartada. O secretário de defesa Pete Hexet afirmou em coletiva que não há tropas americanas em solo iraniano, mas deixou claro que não revelaria planos militares detalhados, reforçando que os Estados Unidos lutam para vencer e alcançar objetivos definidos pelo presidente sem pedir desculpas.
Ele destacou que não é necessário enviar centenas de milhares de soldados por décadas, mas que o país está preparado para agir de forma ousada e decisiva. Essa postura foi interpretada como uma tentativa deliberada de manter a opção de invasão aberta, já que a simples ameaça de tropas terrestres dá vantagem em negociações futuras com o Irã.
O Senado americano recebeu uma reunião confidencial na qual foram apresentados planos militares. Após a sessão, o senador Richard Bloental declarou estar mais apreensivo do que nunca, acreditando que uma invasão terrestre está próxima.
O próprio presidente Trump reforçou essa possibilidade, afirmando que, ao contrário de outros presidentes, não descarta enviar tropas ao Irã. Ele disse ao New York Post que não tem receio em relação a colocar tropas em solo, embora considere que provavelmente não sejam necessárias, mas que, se fossem, não hesitaria em utilizá-las.
Mais tarde, foi confirmado que haverá uma operação terrestre, mas sem tropas americanas. O mapa das etnias do Irã mostra que os curdos vivem no território ocidental e, do outro lado da fronteira, no Iraque, há o Kurdistão iraquiano, região com a qual os Estados Unidos mantêm relações há décadas.
O Irã tem histórico de repressão contra a população curda, e recentemente a Guarda Revolucionária atacou com drones grupos de oposição curdo-iranianos no norte do Iraque, repetindo os ataques no dia seguinte.
Esses grupos, antes divididos em facções com interesses conflitantes, decidiram se unir contra o inimigo comum, a República Islâmica. Essa união fortalece a oposição e preocupa o governo iraniano.
A situação mostra que os Estados Unidos estão explorando as tensões étnicas e políticas na região, enquanto o Irã enfrenta ataques internos e externos. O presidente Trump, segundo informações da Axio, chegou a conversar com o líder curdo no Iraque, embora não se saiba exatamente sobre o que trataram.
O que sabemos é que o Kurdistão iraquiano possui milhares de tropas bem treinadas, com ampla experiência de combate contra o Estado Islâmico. Esses soldados estão posicionados na fronteira com o Irã e controlam um território estratégico que pode ser decisivo caso os Estados Unidos estejam planejando uma operação futura.
Complementando essa notícia, foi informado que o presidente Trump telefonou para grupos curdos iranianos e conversou sobre uma possível operação terrestre. A CIA estaria trabalhando para armar as forças curdas com o objetivo de organizar uma grande ofensiva dentro do Irã e provocar uma revolta.
Um importante político curdo iraniano no Kurdistão iraquiano declarou que há expectativa de que forças de oposição curdo-iranianas entrem no oeste do Irã como parte de uma operação terrestre nos próximos dias, com apoio dos Estados Unidos e de Israel, embora não tenha detalhado como esse apoio se dará.
Ele também afirmou que Trump ligou pessoalmente para o líder do KDPI, um dos partidos de oposição curdo-iranianos, e que a conversa foi positiva, ainda que sem detalhes, deixando em aberto a possibilidade de surpresas em breve.
A CIA tem trabalhado para armar forças de oposição curdas iranianas com o objetivo de fomentar agitação civil no Irã. De acordo com reportagem da CNN, a agência vem contrabandeando armas para o Kurdistão desde a guerra de doze dias, em uma operação silenciosa enquanto o mundo foca nos ataques aéreos.
O plano consiste em enviar armas para os curdos iraquianos, que então ajudam a transportar esse armamento pela fronteira até as forças curdas iranianas. Com armas, essas forças podem manter as forças de segurança iranianas ocupadas em combate, abrindo espaço para que cidadãos desarmados em outras cidades se levantem contra o regime, que não teria poder de fogo suficiente para reprimir os protestos como fez anteriormente.
Os ataques aéreos continuam intensos e, segundo informações, se tornaram ainda mais fortes recentemente. A ITV relatou que essa operação terrestre não é apenas teórica e pode começar em breve, o que explicaria os bombardeios agressivos da Guarda Revolucionária contra posições curdas, já que provavelmente têm acesso a informações de inteligência sobre o que está por vir.
Essa estratégia dos Estados Unidos, no entanto, é arriscada, pois os curdos iraquianos e iranianos não mantêm relações amistosas, disputando poder e influência. Além disso, a Turquia, que faz fronteira com o Iraque, não vê com bons olhos o fortalecimento curdo, devido ao histórico de tensões com sua própria população curda.
O Irã enfrenta insurgências em duas frentes: os curdos no oeste e os baluches no sudeste. O Baluchistão, lar do povo baluche, é uma região que busca independência há muito tempo, confrontando tanto a Guarda Revolucionária quanto forças do Paquistão.
Militantes baluches atacaram postos policiais no sul do Irã, causando mortes e ferimentos entre oficiais iranianos, sem ajuda externa, aproveitando a instabilidade atual.
Assim, o Irã se vê pressionado por insurgências simultâneas e pela possibilidade de uma operação terrestre apoiada por armas americanas, mesmo sem tropas dos Estados Unidos diretamente envolvidas.



