LAGOINHA GLOBAL — Declarações de André Valadão e emendas de Carlos Viana à Lagoinha
- há 20 horas
- 2 min de leitura
Adauto Jornalismo* com o canal @AdautoRibeiroReporter e @AgoraBrasilMN
Em um culto na Igreja Lagoinha, André Valadão declarou que Daniel Vorcaro e Fabiano Zetel eram amigos de sua vida, ressaltando uma amizade de décadas.
Essas falas ocorreram em setembro de dois mil e vinte e quatro, durante a inauguração de uma unidade da igreja em Belo Horizonte que recebeu milhões em transferências de Fabiano Zetel, preso por envolvimento no escândalo do Banco Master.
Valadão exaltou Henrique e Aline Vorcaro, pais de Daniel, chamando-os de amigos de vida e de décadas.
Também destacou sua relação com Fabiano Zetel e Natália Vorcaro, irmã de Daniel, afirmando que se tratava de mais de vinte anos de relacionamento e que enxergava no casal uma promessa de Deus.
Essas declarações contrastam com vídeos posteriores em que Valadão tenta se distanciar de Zetel, alegando traição e negando vínculos com o escândalo.
As transferências de Zetel para a Fundação Lagoinha, assim como emendas parlamentares enviadas por Carlos Viana para a Fundação Oasis, braço social da igreja, estão sob investigação.
O ministro Flávio Dino considerou insuficientes as explicações de Viana sobre a transparência dos repasses e determinou a apresentação de novos documentos por parte da Prefeitura de Belo Horizonte, da Prefeitura de Campo Claro e do Ministério do Desenvolvimento Social, para esclarecer os projetos correspondentes às emendas.
As emendas somam valores expressivos: um milhão e meio em dois mil e dezenove, quase um milhão e meio em dois mil e vinte e três e mais de seiscentos e cinquenta mil em dois mil e vinte e cinco.
A relação entre Viana, Valadão, Vorcaro e Zetel mantém a Igreja Lagoinha na mira do Supremo Tribunal Federal.
Enquanto isso, Valadão é criticado por ostentar artigos de luxo, como relógios avaliados em milhões de reais, em contraste com a realidade de muitos fiéis que enfrentam dificuldades financeiras.
O caso evidencia o entrelaçamento entre fé, política e negócios, e reforça a necessidade de apurações rigorosas sobre o uso de recursos públicos e privados ligados à igreja.

