As previsões atribuídas aos textos bíblicos são literais?
- há 2 horas
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Adauto Jornalismo* com o canal @AdautoRibeiroReporter
É o que o pessoal fala: é fácil encontrar correlação depois que o fato já aconteceu. Você olha para trás, busca alguma coisa e acha a ligação.
Mas o verdadeiro desafio seria prever antes, quando nada ainda aconteceu. Quando eu disse que Donald Trump sofreria um atentado, que quase morreria mas diria que foi salvo por Deus, muitos comentaram que eu falo várias coisas e às vezes acerto. Para acertar sempre, eu teria que falar sobre tudo, criar versões para todos os cenários possíveis, como fazem alguns perfis pequenos no Twitter que publicam vários resultados de jogos e depois apagam os que não se confirmaram.
É como quando eu disse que o papa seria o primeiro norte-americano da história. Para garantir um acerto, eu teria que ter feito vídeos prevendo um papa italiano, um papa nigeriano, um papa de qualquer nação. Assim, um acerto seria fácil. Essa prática lembra figuras como Mandiná ou Walter Mercado, que ficaram famosos por previsões e pelo estilo extravagante.
Walter Mercado, por exemplo, usava roupas chamativas e ganhava muito dinheiro com ligações telefônicas pagas, um modelo parecido com o que existia em votações antigas de programas como o Big Brother. Hoje tudo é online, mas naquela época havia um grande negócio em torno das chamadas.
Walter Mercado parecia uma tia de colégio, com roupas diferentes e um estilo único. Ele ganhou fama nesse contexto e logo vieram outras associações, como a ideia de encontrar palavras como “Hitler”, “nazista”, “holocausto” e “guerra mundial” em textos bíblicos, usando programas de computador que cruzavam letras e números. Isso gerava impacto, mas também críticas, já que muitos apontavam que qualquer livro poderia revelar padrões semelhantes se fosse analisado dessa forma.
A explicação se aprofunda no hebraico, uma língua sem vogais explícitas, em que o significado das palavras depende do costume e do contexto. As vogais só foram adicionadas séculos depois, por meio de sinais chamados nicud, pequenos pontos e traços colocados em cima, embaixo ou ao lado das letras. Essa estrutura torna o hebraico uma escrita complexa, lida da direita para a esquerda, e que pode ser interpretada de diferentes formas. Alguns estudiosos defendem que os sinais travam o texto, limitando sua abertura original.
No fim, a conversa mistura humor, lembranças culturais e reflexões sobre linguagem e previsões, mostrando como as pessoas se encantam com correlações e como figuras públicas usaram isso para ganhar fama e influência.
É o que o pessoal fala: é fácil encontrar correlação depois que o fato já aconteceu. Você olha para trás, busca alguma coisa e acha a ligação. Mas o verdadeiro desafio seria prever antes, quando nada ainda aconteceu. Quando eu disse que Donald Trump sofreria um atentado, que quase morreria mas diria que foi salvo por Deus, muitos comentaram que eu falo várias coisas e às vezes acerto.
Para acertar sempre, eu teria que falar sobre tudo, criar versões para todos os cenários possíveis, como fazem alguns perfis pequenos no Twitter que publicam vários resultados de jogos e depois apagam os que não se confirmaram.
É como quando eu disse que o papa seria o primeiro norte-americano da história. Para garantir um acerto, eu teria que ter feito vídeos prevendo um papa italiano, um papa nigeriano, um papa de qualquer nação. Assim, um acerto seria fácil. Essa prática lembra figuras como Mandiná ou Walter Mercado, que ficaram famosos por previsões e pelo estilo extravagante.
Walter Mercado, por exemplo, usava roupas chamativas e ganhava muito dinheiro com ligações telefônicas pagas, um modelo parecido com o que existia em votações antigas de programas como o Big Brother. Hoje tudo é online, mas naquela época havia um grande negócio em torno das chamadas.
Walter Mercado parecia uma tia de colégio, com roupas diferentes e um estilo único. Ele ganhou fama nesse contexto e logo vieram outras associações, como a ideia de encontrar palavras como “Hitler”, “nazista”, “holocausto” e “guerra mundial” em textos bíblicos, usando programas de computador que cruzavam letras e números. Isso gerava impacto, mas também críticas, já que muitos apontavam que qualquer livro poderia revelar padrões semelhantes se fosse analisado dessa forma.
A explicação se aprofunda no hebraico, uma língua sem vogais explícitas, em que o significado das palavras depende do costume e do contexto. As vogais só foram adicionadas séculos depois, por meio de sinais chamados nicud, pequenos pontos e traços colocados em cima, embaixo ou ao lado das letras.
Essa estrutura torna o hebraico uma escrita complexa, lida da direita para a esquerda, e que pode ser interpretada de diferentes formas. Alguns estudiosos defendem que os sinais travam o texto, limitando sua abertura original.
No fim, a conversa mistura humor, lembranças culturais e reflexões sobre linguagem e previsões, mostrando como as pessoas se encantam com correlações e como figuras públicas usaram isso para ganhar fama e influência.

