Chuva Negra no Oriente Médio — Escalada da Guerra entre EUA, Israel e Irã
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Adauto Jornalismo* com o canal @AdautoRibeiroReporter
Agora à noite, os Estados Unidos anunciaram ter destruído navios iranianos no estreito de Ormuz. Segundo o Pentágono, essas embarcações carregavam minas explosivas para interromper o comércio de petróleo na região. Esta terça-feira foi considerada o dia mais intenso de bombardeios em 11 dias de guerra.
Testemunhas relataram cidades inteiras devastadas, enquanto equipes de resgate na capital iraniana retiravam sobreviventes dos escombros. O embaixador do Irã na ONU afirmou que pelo menos 1.300 civis morreram desde o início dos ataques americanos e israelenses, em 28 de fevereiro.
Os bombardeios a depósitos de petróleo iranianos provocaram uma nuvem negra e uma chuva ácida e tóxica, assustando moradores e causando graves riscos à saúde. A Organização Mundial da Saúde alertou para queimaduras químicas e danos pulmonares, enquanto o Crescente Vermelho reforçou a gravidade da situação.
O Irã pediu às Nações Unidas que condenassem os ataques como crime ambiental. O chefe da ONU para os Direitos Humanos declarou que os impactos sobre civis e o meio ambiente levantam sérias dúvidas sobre o respeito ao direito internacional humanitário.
Enquanto isso, o Irã lançou novos ataques contra países da região. No Bahrein, um drone matou uma pessoa ao atingir um prédio residencial. A Arábia Saudita afirmou ter destruído dois drones iranianos, e o Qatar, que abriga a maior base militar americana no Oriente Médio, anunciou que pretende ampliar sua parceria de segurança com os Estados Unidos.
Há indícios de que o Irã esteja espalhando minas para impedir o tráfego de navios no estreito de Ormuz. O comando central americano declarou ter destruído 16 embarcações com minas na área.
Em Israel, sirenes tocaram em Jerusalém, Tel Aviv e Haifa. Forças israelenses intensificaram ataques contra o Irã e contra o grupo extremista Hezbollah, financiado por Teerã. Subúrbios de Beirute foram bombardeados e tropas avançaram no sul do Líbano.
O governo libanês informou que o número de mortos já chegou a 570, enquanto a ONU contabilizou mais de 100.000 pessoas deslocadas apenas ontem, elevando o total para cerca de 700.000 refugiados. “Cada um resiste como pode”, disse um morador que se recusou a abandonar sua casa.


