Como ser um missionário de Jesus
- José Adauto Ribeiro da Cruz

- há 7 horas
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Adauto Jornalismo* com o canal @AdautoRibeiroReporter @prsamuelramos
Pai querido que estás nos céus, estamos na tua presença para te adorar. Nos ajoelhamos porque o Senhor é Deus, teu santo nome.
Todo joelho se dobrará ao ouvir o teu nome, o grande Eu sou, criador dos céus e da terra. Aqui estamos como filhos e filhas, buscando a tua bênção. Todos os que estão com mãos levantadas têm pedidos no coração, súplicas e intercessões. Pai eterno, olha lá do céu e atende os pedidos que estão sendo feitos. Te louvamos pela cura dos teus filhos e suplicamos por aqueles que estão enfermos.
Suplicamos que a tua graça esteja com a Lorane. Pai, tem misericórdia desta tua filha, desta jovem, que ela seja curada em nome de Jesus. Pedimos a tua bênção sobre o Euclides, nosso vovô que está aqui. O Senhor está restaurando a vida dele e sua saúde. Derrama o Teu espírito sobre ele. Pedimos a tua bênção sobre todos os que estão com as mãos levantadas, todos os que estão precisando de ajuda e auxílio. Abençoa o José Divino, que está sentindo muita dor nas costas, na coluna. Abençoa também o Luís, que está precisando da tua graça e da tua bênção. Pai eterno, nós somos carentes do Senhor.
Precisamos da bênção do nosso Pai Celestial. Mas a principal bênção que precisamos é o derramamento do Espírito Santo. Que o Senhor derrame o Espírito Santo sobre todos os que estão aqui. Que ao abrirmos a tua palavra para estudá-la, o Senhor fale ao nosso coração. Ouve a nossa oração em nome de Jesus pedimos e todos dizemos amém, Senhor. Amém.
Nós queremos dar glória a Deus porque chegamos até aqui. Escolhemos estar aqui. Antes de iniciarmos o estudo da palavra de Deus, oramos mais uma vez, assentados como estamos: Pai querido que estás nos céus, ouve a nossa oração, abre a nossa mente, derrama o Espírito Santo neste momento em que vamos abrir a tua palavra e que o Senhor fale ao nosso coração. Em nome de Jesus pedimos. Amém, Senhor. Amém.
Abra a sua Bíblia no Evangelho de João, capítulo 4. Quando Jesus soube que os fariseus tinham ouvido dizer que ele fazia e batizava mais discípulos do que João, se bem que Jesus mesmo não batizava, mas sim os seus discípulos, ficou claro que Jesus estava batizando através deles muitas pessoas. O texto diz que deixou a Judeia e retirou-se outra vez para a Galileia, e era-lhe necessário passar pela região da Samaria. Samaria era uma região onde moravam os samaritanos, inimigos dos judeus. Judeus e samaritanos não se conversavam, não faziam negócios, não havia amizade ou convivência entre eles.
Assim, Jesus chegou a uma cidade samaritana chamada Sicar, perto das terras que Jacó tinha dado ao seu filho José. Ali ficava o poço de Jacó. Cansado da viagem, Jesus se sentou junto ao poço por volta do meio-dia. Jesus, embora fosse Deus, ao nascer de Maria recebeu uma natureza humana. Ele sentia fome, sede, cansaço, precisava dormir e comer para refazer suas energias. Deus se tornou homem. Esse é um mistério: a encarnação de Jesus como Deus criador dos céus e da terra. Todas as coisas foram feitas por ele, como está em João capítulo 1. O verbo é Jesus, e o verbo se fez carne. Maria, sem ter conhecido o esposo, foi encontrada grávida pelo Espírito Santo. Isso é milagre, não tem explicação científica. A Bíblia está cheia de milagres, e o maior deles foi a encarnação.
Cansado da viagem, Jesus se assentou junto ao poço. Era meio-dia, a hora mais quente. Nisso veio uma mulher samaritana tirar água. Jesus disse: “Dê-me um pouco de água.” Estranho era que nenhuma mulher buscava água nesse horário, pois vinham cedo ou à tardezinha. Mas esta mulher veio ao meio-dia porque queria evitar encontrar outras pessoas. Ela tinha uma consciência culpada e preferiu vir nesse horário. Porém, encontrou alguém sentado junto ao poço: Jesus.
O poço era o poço de Jacó, filho de Isaque, neto de Abraão. Jacó havia cavado aquele poço, por isso era chamado poço de Jacó. Estava cheio de água. Jesus, com sede, pediu à mulher: “Dê-me um pouco de água.” Judeus não pediam favor a samaritanos, nem samaritanos a judeus. Ela estranhou: “Como é que você, sendo judeu, pede para mim um copo de água? Nossos povos não se conversam.”
Pois os seus discípulos tinham ido à cidade comprar alimentos, e Jesus ficou sentado junto ao poço. Quando a mulher chegou, perguntou: “Como sendo o Senhor um judeu pede água a mim, que sou mulher samaritana?” Ela se surpreendeu porque, na cultura oriental, homens não conversavam com mulheres em público, e ainda menos judeus com samaritanos. Mas Jesus não apenas conversou com ela, como também pediu um favor.
Então respondeu: “Se você conhecesse o dom de Deus e quem é que está lhe pedindo água para beber, você pediria e ele lhe daria água viva.” Para aquela mulher, Jesus parecia apenas um judeu, mas Ele era muito mais: o criador dos céus e da terra, o próprio Deus. Muitas vezes, assim como a samaritana, não percebemos que é Deus quem fala conosco. Podemos pensar que viemos por escolha própria, mas é o Espírito Santo que nos conduz.
A mulher, sem entender, respondeu: “O senhor não tem balde e o poço é fundo. Como vai me dar água viva? Por acaso o senhor é maior do que o nosso pai Jacó, que nos deu este poço, do qual ele mesmo bebeu, assim como seus filhos e seu gado?” Ela ainda não compreendia quem estava diante dela. Mas Jesus era maior do que Jacó, maior do que todos, porque Ele é eterno, o grande “Eu Sou”.
Jesus então disse: “Quem beber desta água voltará a ter sede, mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede.” Ele não falava da água física, mas da água da vida, da fonte espiritual que é Ele mesmo. Quem bebe dessa água viva nunca mais terá sede, porque se torna também uma fonte que jorra continuamente. Onde vai, leva essa água viva, leva a mensagem de Jesus, leva vida.
Os discípulos tinham ido à cidade comprar alimentos, e Jesus ficou junto ao poço. A mulher samaritana, surpresa, perguntou: “Como sendo o Senhor um judeu pede água a mim, que sou mulher samaritana?” Ela estranhou porque homens não conversavam com mulheres em público, e judeus não se relacionavam com samaritanos. Mas Jesus respondeu: “Se você conhecesse o dom de Deus e quem está lhe pedindo água, você pediria e ele lhe daria água viva.”
A mulher não compreendeu e disse: “O Senhor não tem balde e o poço é fundo. Como vai me dar água viva? Por acaso é maior do que Jacó, que nos deu este poço?” Jesus então afirmou: “Quem beber desta água voltará a ter sede, mas quem beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede. Pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna.”
A mulher respondeu: “Senhor, quero que me dê dessa água para que eu não mais tenha sede, nem precise vir aqui buscá-la.” Ainda sem entender, Jesus disse: “Vá, chama o seu marido e volte aqui.” Ela respondeu: “Não tenho marido.” E Jesus revelou: “Você tem razão ao dizer que não tem marido, porque já teve cinco, e o que agora está com você não é seu marido.” A mulher ficou admirada: “Como este homem conhece a minha vida?” Então disse: “Agora eu sei que o Senhor é um profeta.”
Mas Jesus não era apenas profeta. Ele é o Messias, o Salvador do mundo, o Filho de Deus que se fez carne. A mulher desviou a conversa e disse: “Nossos pais adoravam neste monte, mas vocês judeus dizem que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar.” Jesus respondeu: “Mulher, acredite no que digo: vem a hora em que nem neste monte, nem em Jerusalém vocês adorarão o Pai. Vocês adoram o que não conhecem; nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos judeus.”
Jesus afirmou que a salvação vem dos judeus. Afinal, quem escreveu a Bíblia foram judeus, e o próprio Salvador do mundo nasceu judeu. Maria era judia. Por isso, devemos amar os judeus, mesmo aqueles que ainda não reconhecem Jesus como Messias. É necessário orar por eles, para que seus olhos sejam abertos e encontrem a salvação.
Jesus disse: “Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade.” A mulher respondeu: “Eu sei que virá o Messias chamado Cristo. Quando ele vier, nos anunciará todas estas coisas.” E então Jesus declarou: “Eu sou o Messias.” Essa foi a única vez registrada em que Jesus se revelou diretamente como Messias, e não o fez diante de doutores da lei, fariseus ou mesmo discípulos, mas diante daquela mulher samaritana.
Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Ele nasceu para morrer por nós, mas ressuscitou e subiu ao céu, prometendo: “Eu voltarei.” Essa é a bendita esperança que sustenta os fiéis.
Naquele momento chegaram os discípulos trazendo comida. Viram Jesus conversando com uma mulher e se admiraram, mas não perguntaram nada. A mulher, por sua vez, deixou o cântaro e correu até a cidade dizendo ao povo: “Venham ver um homem que me disse tudo o que eu fiz. Não seria ele o Cristo?” A cidade inteira ouviu e muitos foram até o poço para encontrar Jesus.
Enquanto isso, os discípulos insistiam para que Jesus comesse, mas Ele respondeu: “Tenho uma comida que vocês não conhecem. A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra.” Jesus se fortalecia e se nutria ao cumprir a missão do Pai, ao anunciar a salvação.
Assim como Ele, nossa verdadeira “comida preferida” deveria ser fazer a vontade de Deus. Mais do que qualquer alimento físico, o que nos sustenta é viver em obediência ao Pai e cumprir a missão que Ele nos confiou.
Jesus disse: “A minha comida e a minha bebida é fazer a vontade daquele que me enviou.” Ele mostrou que sua verdadeira força vinha de cumprir a missão do Pai. Assim como Ele, cada um de nós é chamado a viver não apenas para si, mas para servir, para levar a água viva aos outros. Distribuir a palavra, compartilhar testemunhos e anunciar Jesus é dar de comer e beber àqueles que ainda não provaram do maná celestial. Guardar apenas para si não é fazer a vontade de Deus; é preciso contar aos outros, como fez a mulher samaritana ao correr para a cidade e anunciar: “Eu encontrei o Messias.”
Jesus disse aos discípulos: “Vocês não dizem que ainda faltam quatro meses até a colheita? Eu, porém, lhes digo: levantem os olhos e vejam os campos, pois já estão maduros para a colheita.” Enquanto falava, a multidão se aproximava, atraída pelo testemunho da mulher. Muitos samaritanos daquela cidade creram em Jesus por causa dela. Testemunho não é um sermão ou estudo bíblico; é contar quem éramos antes de conhecer Jesus e quem somos hoje depois de encontrá-lo.
A mulher, mesmo marcada por erros, foi usada por Deus. Jesus não veio buscar os “santinhos”, mas salvar os perdidos. Ela bebeu da água viva e se tornou fonte a jorrar, levando outros até Cristo. Quando os samaritanos chegaram, pediram que Jesus permanecesse com eles, e Ele ficou dois dias. Muitos outros creram, não apenas pelo testemunho da mulher, mas porque ouviram o próprio Jesus e disseram: “Agora sabemos que este é verdadeiramente o Salvador do mundo.”
Deus usa pessoas comuns para conduzir outras até Jesus. Quem nasce no reino de Deus nasce como missionário, chamado a compartilhar a fé e levar outros ao encontro com Cristo. Quem conhece Jesus não guarda só para si, mas se torna fonte de água viva, levando esperança e salvação.
O sangue de Jesus apaga todos os pecados, e Ele olha para cada um de nós como candidatos ao céu. Bendito seja Deus pela graça que nos salva, pelo perdão que nos dá e pelo Espírito Santo que nos torna missionários, ganhadores de almas. Amém.


