CRIMES POLICIAIS — Caso do tenente da Rota baleado na cabeça na Grande São Paulo
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—Jornalista José Adauto Ribeiro da Cruz
O tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, de 39 anos, foi baleado na cabeça em São Caetano do Sul no último sábado (27) e permanece em estado gravíssimo na UTI do Hospital Mário Covas, em Santo André. Dois suspeitos de apoio logístico foram presos, mas os atiradores seguem foragidos; a polícia trabalha com a hipótese de execução planejada.
📌 O que já se sabe
Quem é a vítima: Ronickson Pimentel dos Santos, tenente da Rota desde 2019, ingressou na PM em 2009 após servir como fuzileiro naval. É irmão de Eloá Pimentel, adolescente assassinada em 2008 em caso de grande repercussão nacional.
Como ocorreu o atentado: Dois homens em uma motocicleta se aproximaram quando o policial estava parado em um semáforo na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul, e efetuaram disparos contra sua cabeça. Câmeras de segurança registraram a ação e indicam que ele foi monitorado antes do ataque.
Estado de saúde: O tenente passou por cirurgia neurológica de emergência e permanece em estado gravíssimo, mas estável, com resposta neurológica positiva segundo boletins médicos.
Investigação:
Dois homens foram presos temporariamente em Guaianases, suspeitos de dar apoio logístico ao crime.
Imagens de câmeras identificaram veículos de apoio (Renault Logan, Fiat Palio e GM Astra) atuando em conjunto com a moto dos atiradores.
A Justiça aponta “sinais evidentes de planejamento prévio” e divisão de tarefas, reforçando a hipótese de execução.
Reação oficial: O governador Tarcísio de Freitas declarou que o atentado foi uma tentativa de execução e determinou prioridade máxima na investigação.
❓ O que ainda falta esclarecer
Identidade dos atiradores: Os executores que dispararam seguem foragidos.
Motivação: Ainda não está claro se o atentado tem relação com a atuação de Pimentel em operações da Rota ou se há outra motivação.
Rede de apoio: A polícia investiga se há mais pessoas envolvidas além dos dois suspeitos já presos.
Monitoramento prévio: Precisa ser confirmado se o policial estava sendo seguido antes do ataque.
⚠️ Pontos críticos
O caso expõe a vulnerabilidade de policiais mesmo fora de serviço.
A suspeita de execução planejada indica possível retaliação contra ações da Rota.
A investigação busca esclarecer se há ligação com facções criminosas ou com inquéritos envolvendo o próprio tenente.
👉 Em resumo: o atentado contra o tenente da Rota é tratado como execução planejada, com parte da rede de apoio já identificada, mas os autores dos disparos ainda estão foragidos e a motivação não foi esclarecida.



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