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CRIMES POLICIAIS — Investigador da Polícia Civil é preso acusado de matar mulher trans na Zona Sul de São Paulo

  • Foto do escritor: José Adauto Ribeiro da Cruz
    José Adauto Ribeiro da Cruz
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura
  — Imagem/Reprodução: Investigador da Polícia Civil é preso suspeito de matar mulher trans na Zona Sul de São Paulo.
— Imagem/Reprodução: Investigador da Polícia Civil é preso suspeito de matar mulher trans na Zona Sul de São Paulo.

Um investigador da Polícia Civil foi preso em flagrante nesta segunda-feira (2) suspeito de matar a tiros uma mulher trans na Zona Sul de São Paulo. O crime ocorreu na Alameda dos Guainumbis, no bairro Planalto Paulista.


A vítima, de 35 anos, identificada como Sheila, foi encontrada caída em via pública com um ferimento no tórax compatível com disparo de arma de fogo. A morte foi constatada no local.

O suspeito é o policial civil Paulino Domiciano Antônio.


Ele se apresentou espontaneamente aos seus superiores horas após o crime e afirmou que teria sido vítima de uma tentativa de assalto. No entanto, o investigador não acionou a Polícia Militar nem comunicou o ocorrido às autoridades no momento dos fatos.


Ele teria deixado o local dirigindo uma viatura descaracterizada da Polícia Civil.

Segundo o boletim de ocorrência, policiais militares foram acionados por volta das 4h50 após relatos de disparos de arma de fogo na região. Um morador disse à polícia que ouviu três tiros em um intervalo de três a quatro segundos.


Inicialmente, o caso foi registrado como homicídio de autoria desconhecida. A investigação avançou após a apresentação do policial à Corregedoria da Polícia Civil. Ele foi ouvido e, na sequência, encaminhado ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), que assumiu as investigações.


Para auxiliar na apuração, foram requisitados exames necroscópico, toxicológico, sexológico, subungueal, perinecroscópico e a coleta de material genético.


A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que o policial civil foi preso em flagrante por envolvimento no caso e que a "Corregedoria da Polícia Civil acompanha a ocorrência e adotará as devidas providências".









 
 
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