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LULA DESAFIA WASHINGTON E RECEBE AVIÃO COM ARMAS RUSSAS

  • Foto do escritor: José Adauto Ribeiro da Cruz
    José Adauto Ribeiro da Cruz
  • há 2 horas
  • 5 min de leitura

AGENDA PARA 05.02.2026

Avião da Força Aérea da Rússia pousa no

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Brasil e Donald Trump enxerga isso como

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uma provocação de Lula [música] e uma

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afronta a sua doutrina implementada no

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século XX em situação começa a ficar

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complicada. Um avião de transporte

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militar Ilusin L76 MD com matrícula

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RF7809

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pertencente às forças aeroespaciais

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russas, pousou em Brasília no dia 1o de

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fevereiro de 2026, por volta das 18

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horas. Após uma escala técnica no

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aeroporto de Recife, onde permaneceu

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algumas horas, a aeronave partiu de

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Moscou, realizou paradas em aeroportos

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africanos, seguindo um roteiro que

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contorna o espaço aéreo europeu, fechado

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para [música] voos russos em razão das

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sanções impostas após a invasão da

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Ucrânia, e seguiu diretamente para a

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capital brasileira. Trata-se de um

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cargueiro estratégico [música] de grande

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porte, capaz de transportar até 50

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toneladas de carga ou [música] mais de

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100 tropas. Um dos pilares da capacidade

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logística militar russa usado há décadas

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em operações em diversas regiões do

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mundo. Esse pouso é parte de uma onda de

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chegadas de aeronaves russas à Brasília

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nesta primeira semana de fevereiro de

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2026. Todas justificadas oficialmente

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como apoio logístico à visita do

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primeiro-ministro russo Micael Michustin

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e sua comitiva para a oitava reunião da

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comissão bilateral de alto nível Brasil

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Rússia marcada para o dia 5 de

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fevereiro. Michetin, que é alvo de

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sanções dos Estados Unidos, deve se

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reunir com o vice-presidente Geraldo

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Alkmin e terá um encontro bilateral com

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o presidente Luís Inácio Lula da Silva.

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Outros aviões como Williusin Pay

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[música] 96300

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do esquadrão de voos especiais do

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Kremlin já haviam chegado dias [música]

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antes. E fontes especializadas em

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aviação prevêm até seis voos distintos

2:03

no período, possivelmente incluindo

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modelos adicionais como IL62,

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TU 154

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ou até o grande Anton9 AN120 em4. O que

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gera suspense e levanta questionamentos

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é o contraste entre a explicação oficial

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e o contexto mais amplo. Uma aeronave

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militar russa de [música] grande porte

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pousando em solo brasileiro, em meio à

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guerra de anexação de territórios

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ucranianos, com rotas evasivas típicas

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de operações sob pressão de sanções,

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desperta naturalmente curiosidade e

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especulação. Funcionários de aeroportos,

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sporters de aviação e perfis em redes

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sociais registraram os movimentos em

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tempo real via como Flight Radar 20 em4,

2:47

o que ampliou a visibilidade e alimentou

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debates. O mistério se intensifica

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quando se recorda o episódio de agosto

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de 2025. Outro Eluchin Clen 76, dessa

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vez operado pela empresa civil Aviacon

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Zitotrans sancionada pelos Estados

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Unidos desde 2023 por supostas entregas

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de cargas militares à Venezuela, Síria e

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outros destinos, pousou em Brasília por

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três dias, sem autorização prévia do

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Congresso Nacional e sem que o governo

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brasileiro jamais tenha explicado

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publicamente o motivo, a carga ou os

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passageiros. Após a escala, a aeronave

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seguiu para Venezuela e Cuba, destinos

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que historicamente mantém [música] laços

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estreitos com Moscou. Até hoje, o

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Itamarati e a Força Aérea Brasileira

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limitam-se a dizer que se tratava de um

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voo civil autorizado, o que deixou um

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gosto de opacidade. Os questionamentos

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atuais giram em torno de vários pontos.

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Qual a carga exata transportada pelos

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voos de 2026 a pessoal militar além da

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tripulação? Existe alguma conexão mesmo

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indireta com a Venezuela de Nicolás

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Maduro ou com Cuba, especialmente após a

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captura recente [música] de Alexab,

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operador financeiro ligado ao governo

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venezuelano? Por que o governo

4:04

brasileiro opta por receber comitiva

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russa [música] de alto nível em um

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momento em que os Estados Unidos

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intensificam pressão sobre países da

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América Latina para reduzir influência

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russa e chinesa no continente? E mais

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amplamente, esses movimentos sinalizam

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avanço em cooperação de defesa ou

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tecnologia sensível, tema que aparece na

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pauta bilateral junto com comércio,

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energia, agricultura e uso de moedas

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locais em transações. Essa visita ocorre

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em um contexto de tensões crescentes

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envolvendo o Bricks, bloco originalmente

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formado por Brasil, [música] Rússia,

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Índia, China e África do Sul, com foco

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em questões financeiras e econômicas

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entre os países membros, como

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facilitação de comércio e investimentos

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mútuos. No entanto, nos últimos anos, o

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grupo expandiu-se incorporando Egito,

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Etiópia, Indonésia, Irã e Emirados

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Árabes Unidos. E tem sido percebido por

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alguns analistas como um fórum cada vez

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mais geopolítico, com discussões sobre

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desdolarização da economia global,

5:08

criação de uma moeda reserva alternativa

5:11

ao dólar americano e posicionamentos que

5:13

desafiam a hegemonia ocidental. Os

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Estados Unidos, sob a administração de

5:19

Donald Trump vem o Bricks como uma

5:21

ameaça direta ao domínio do dólar e a

5:23

influência americana, o que levou a

5:26

ameaças de tarifas elevadas contra

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membros do bloco que avancem em

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políticas anti-americanas, como a

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proposta de uma moeda comum,

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especificamente em relação ao Brasil, a

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pressão [música] explícita dos Estados

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Unidos para que o país se distancie ou

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saia do BRIC com imposição de tarifas de

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até 50% sobre exportações brasileiras,

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justificadas como punição por

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alinhamentos que enfraquecem o sistema

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financeiro liderado por Washington.

5:53

Trump chegou a alegar que países estavam

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abandonando o bloco devido a essas

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pressões tarifárias, [música] embora não

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haja evidências de saídas reais. Essa

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dinâmica transforma o bricks de um

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arranjo econômico em um potencial

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contrapeso anti-americano, ampliando o

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escrutínio sobre eventos como a visita

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russa ao Brasil. [música] Matéria

6:11

destaca a interseção entre diplomacia,

6:13

logística militar e geopolítica em um

6:16

momento de polarização global, onde voos

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russos no Brasil não são isolados, mas

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parte de uma estratégia de

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fortalecimento de laços sul-sul que

6:25

desafia o status cocidental. A opacidade

6:28

em torno do episódio de 2025 continua

6:31

sendo o calcanhar de Aquiles,

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alimentando desconfiança e especulações

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que poderiam ser mitigadas com maior

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transparência [música] do governo Lula.

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Já a evolução do Bricks, para além de

6:42

questões financeiras reflete uma

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tendência multipolar, mas também expõe o

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Brasil a riscos econômicos, como as

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tarifas impostas pelos Estados Unidos,

6:51

que visam isolar o país de alianças

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vistas como hostis. Essa pressão

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americana pode backfiring, como sugerem

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analistas, ao empurrar o Brasil ainda

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mais para os braços de Rússia e China,

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em vez de afastá-lo, o que reforça a

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percepção de que o bloco está se

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tornando um grupo anti-americano por

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necessidade defensiva contra sanções

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unilaterais. No geral, a matéria ilustra

7:16

como eventos aparentemente rotineiros,

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como pousos de aviões, revelam tensões

7:22

profundas em mundo onde economia e

7:24

segurança se entrelaçam. M.

 
 
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