CRIMES POLICIAIS — Flávio Bolsonaro advogou para PM que matou Ana Clara Machado, de 5 anos, com tiro de fuzil quando ela brincava em casa
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Adauto Jornalismo* com o canal @AdautoRibeiroReporter
O bárbaro assassinato de Ana Clara Machado, de 5 anos, que foi morta com um tiro de fuzil disparado pelo então cabo da Polícia Militar Bruno Dias Delarolli quando ela brincava em frente de casa, em Niterói (RJ), com o irmão de 2 anos, revela um elo entre Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o culto à violência policial do clã do ex-presidente.
Informações divulgadas nesta terça-feira por Alice Maciel no site ICL, confirmadas pela Fórum, mostram que Flávio Bolsonaro, alçado pelo pai como candidato à Presidência, atuou como advogado de Delaroli em um recurso apresentado em 2024 ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar reverter a decisão da Justiça fluminense de levar o julgamento do PM a júri popular.
Flávio Nantes Bolsonaro aparece como advogado de BDD (Bruno Dias Delarolli) ao lado de Paulo e Isabela Klein, Felipe Azeredo e Bruno Giusto, do escritório que fazia a defesa do policial.
Delarolia foi solto pela justiça em novembro de 2021 por decisão da Nearis dos Santos Carvalho Arce, da 3ª Vara Criminal de Niterói, e aguarda julgamento em liberdade.
Relembre
O caso do assassinato de Ana Clara Machado, de 5 anos, teve novos desdobramentos após a identificação do policial militar Bruno Delaroli como principal suspeito.
A investigação é conduzida pela Polícia Civil, com acompanhamento do Ministério Público.
Delaroli chegou a ser preso no curso das investigações, após a Justiça acatar pedido das autoridades com base nos indícios reunidos até então.
A prisão teve como objetivo garantir o andamento da apuração e evitar interferências no processo.
Durante esse período, foram colhidos depoimentos e analisados elementos como registros e perícias.
Posteriormente, a defesa do policial ingressou com pedido de revogação da prisão.
A Justiça concedeu a soltura, entendendo que, naquele momento, não estavam presentes os requisitos para manutenção da prisão preventiva, como risco concreto à investigação ou à ordem pública.
Com isso, o suspeito passou a responder em liberdade, sob medidas cautelares determinadas pelo Judiciário.
O inquérito segue em andamento, com a continuidade da coleta de provas e da oitiva de testemunhas.
Paralelamente, a Corregedoria da Polícia Militar instaurou procedimento para apurar a conduta do agente na esfera administrativa.
O caso ainda aguarda conclusão da investigação e eventual oferecimento de denúncia pelo Ministério Público.


