Do colapso da Venezuela ao cinturão de direita: a ofensiva americana
- José Adauto Ribeiro da Cruz

- há 4 horas
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Adauto Jornalismo* com o canal @AdautoRibeiroReporter com @ordemdireitabr
Enquanto os jornais tradicionais falam em crises diplomáticas ou tensões pontuais, o que está acontecendo nos bastidores de Washington é uma operação de guerra geopolítica de precisão cirúrgica.
Donald Trump não voltou à Casa Branca apenas para governar os Estados Unidos. Ele voltou para limpar o quintal das Américas.
Ele declarou uma guerra total e, acredite, já venceu as primeiras e mais importantes batalhas.
Esta guerra que Trump declarou não é contra um país específico, mas contra a estrutura que escravizou o continente por décadas: a esquerda radical latino-americana.
A ação fulminante contra Nicolás Maduro na Venezuela não foi um evento isolado ou uma decisão de última hora.
Foi o início de um plano meticuloso que vem sendo desenhado pela direita americana há anos, mas que nunca teve um presidente com coragem de executar.
Trump executou. Estamos vivendo o renascimento da doutrina Monroe. Em 2026, ela ganhou uma nova roupagem, já chamada por analistas em Washington de “doutrina Don Roll”.
Trump cercou o Brasil conquistando peça por peça ao redor do território, como em um jogo de War, para garantir que, quando chegar a hora do movimento final, o regime de Lula não tenha para onde fugir nem a quem pedir socorro.
Cinco países já caíram ou recuaram, três principais fontes de financiamento da esquerda foram cortadas e o isolamento de Lula é agora uma realidade sem volta.
Para entender o presente, é preciso olhar para 1823, quando o presidente James Monroe estabeleceu o princípio “América para os americanos”.
Foi um aviso direto para a Europa: fiquem do lado de lá do Atlântico que nós cuidamos do lado de cá. Por décadas, essa doutrina garantiu que as Américas fossem uma zona livre de colonizações estrangeiras.
Mas nas últimas três décadas, os Estados Unidos abandonaram esse princípio e o resultado foi catastrófico: o continente foi invadido pela influência da China, da Rússia, do narcotráfico e de grupos globalistas.
Trump entendeu que a esquerda na América Latina só chegou e se manteve no poder porque foi alimentada por essas forças externas.
O socialismo do século XXI nunca sobreviveu por mérito próprio, mas sim por petrodólares venezuelanos, investimentos chineses em infraestrutura e dinheiro sujo do crime organizado.
Ele decidiu reativar a doutrina Monroe com um recado claro para Pequim e para os globalistas da ONU: acabou a brincadeira no meu quintal.
A captura de Maduro foi o marco inicial. Muitos pensaram que seria apenas a Venezuela, mas foi o primeiro dominó.
Trump deixou claro que China, Irã e financiadores do fundamentalismo islâmico não terão mais vez nas Américas. Para isolar o Brasil, começou a asfixiar todos os aliados ao redor. A estratégia envolveu neutralizar os pilares de apoio de Lula na região.
Assim, cinco nações estratégicas foram derrubadas ou recuaram em tempo recorde:
• Venezuela: a captura de Nicolás Maduro foi o golpe de misericórdia. Sem o dinheiro do petróleo, campanhas políticas da esquerda ficaram órfãs. Maduro, agora sob custódia, é um arquivo vivo prestes a revelar décadas de conchavos e malas de dinheiro enviadas para Brasília.
• Cuba: sem o petróleo venezuelano, ficou sem energia e sem dinheiro. Trump decretou embargo naval total, deixando Havana em colapso.
• Colômbia: Gustavo Petro, pressionado e acusado de ligação com narcotráfico, recuou e buscou aproximação com Washington para evitar intervenção direta.
• Nicarágua: Daniel Ortega, sob ameaça de asfixia financeira, começou a libertar presos políticos e recuou em sua postura autoritária.
• Argentina e Chile: tornaram-se cinturão de direita. Javier Milei transformou a Argentina em porta-aviões ideológico de Trump, enquanto a direita retomou protagonismo no Chile.
O mapa da América Latina, antes dominado pela chamada “maré rosa”, agora é um cinturão de direita que isola o Brasil geograficamente e politicamente.
Lula olha para os lados e não vê mais companheiros, apenas aliados de Trump prontos para colaborar com Washington.
Trump também cortou os três cordões umbilicais que mantinham a esquerda viva:
1. Globalismo e ONGs – retirou os Estados Unidos de quase 200 órgãos internacionais e cortou financiamento para entidades que influenciavam a política brasileira.
2. Influência da China – iniciou uma guerra comercial sem precedentes, forçando países a escolher entre negócios com os EUA ou com a China. No Brasil, pressionou Lula a entregar terras raras como lítio e cobalto. Quando Lula cedeu, a China retaliou com tarifas de 50% sobre a carne brasileira.
3. Crime organizado – ao atacar rotas e regimes cúmplices, enfraqueceu o financiamento ilícito que sustentava partidos e movimentos de esquerda.
Lula agora está em uma armadilha, cercado por pressões externas e isolado politicamente na região.

