Elohim, Anunnaki e os Portais da Queda
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Adauto Jornalismo* com o canal @AdautoRibeiroReporter
Salmos 82
1 É Deus quem preside na assembleia divina; no meio dos deuses, ele é o juiz.2 "Até quando vocês vão absolver os culpados e favorecer os ímpios? Pausa3 Garantam justiça para os fracos e para os órfãos; mantenham os direitos dos necessitados e dos oprimidos.4 Livrem os fracos e os pobres; libertem-nos das mãos dos ímpios.5 Nada sabem, nada entendem. Vagueiam pelas trevas; todos os fundamentos da terra estão abalados.6 Eu disse: vocês são deuses, todos vocês são filhos do Altíssimo.7 Mas vocês morrerão como simples homens; cairão como qualquer outro governante."

Entre o céu e o Tártaro: a queda dos príncipes celestes e o aprisionamento dos anjos rebeldes
Segundo tradições antigas, os piores seres descritos na Bíblia seriam aqueles que se corromperam de forma irreversível.
O corpo humano, visto como portal entre dimensões por gerar vida, era entendido por ocultistas como meio de manifestação de entidades celestes na Terra.
Essa ideia se conecta ao relato dos Elohim do Antigo Testamento, mencionados em Salmos 82, que julgaram a Terra com injustiça e foram condenados a morrer como homens e cair como príncipes.
Na tradição babilônica, surgem os Anunnaki, traduzidos por alguns como “aqueles que do céu à terra vieram”, mas que linguistas sumérios interpretam como “a prole do príncipe”.
Esses seres, pertencentes ao alto escalão celeste, teriam descido à Terra e se manifestado através do nascimento humano, usando o útero como portal para existir na dimensão material.
Essa narrativa se conecta à ideia de três quedas distintas: a união de homens com divindades, que gerou os chamados semideuses na mitologia grega e os Nefilim na Bíblia, descritos como “homens de fama da antiguidade”.
A lista dos reis sumérios, registrada em tabuletas de argila, menciona governantes que teriam reinado por centenas de milhares de anos antes do dilúvio. Na visão teológica tradicional, após o dilúvio apenas Noé e sua família sobreviveram, encerrando essas linhagens.
Já correntes esotéricas defendem que tais entidades retornaram e se estabeleceram novamente, mas sob novas condições: todos nascendo como humanos, sem poderes extraordinários, limitados a cerca de 120 anos de vida, em contraste com os milênios atribuídos aos antigos gigantes.
O Livro de Enoque, apócrifo, detalha a corrupção desses seres, que teriam se envolvido em práticas consideradas antinaturais e mágicas, misturando o sagrado com o profano. A Bíblia, em Judas, menciona que tais entidades foram aprisionadas em “cadeias eternas” no Tártaro, abaixo do Hades ou Sheol, descrito como o submundo do submundo, onde residem as piores criaturas. Essa concepção ecoa a mitologia grega, que também via o Tártaro como prisão dos titãs e dos seres mais perigosos.
Além disso, a Bíblia fala dos principados e potestades, domínios espirituais regionais que governariam territórios específicos. Essa ideia se aproxima da noção esotérica de sociedades secretas e comandos espirituais territoriais. Enquanto Cristo ensinou a oração “assim na Terra como no céu”, ocultistas inverteram a fórmula para “como acima, assim abaixo”, refletindo a tentativa de espelhar o divino no terreno, mas em chave invertida.
Na visão cristã, Cristo reconciliaria todas as coisas, tanto nos céus quanto na Terra, por meio da cruz. Após a crucificação, teria descido ao Sheol para anunciar as boas novas, reafirmando que toda criatura — não apenas humanos, mas qualquer ser — poderia ser reconciliada. Essa universalidade sugere que, independentemente da origem espiritual, todos que nascem hoje o fazem na condição adâmica, como homens e mulheres criados pelo Criador.
Análise interpretativa
• Bíblia: descreve os Elohim, Nefilim e anjos caídos como seres que se corromperam e foram condenados, enfatizando justiça divina e reconciliação por Cristo.
• Mitologia suméria: apresenta os Anunnaki como descendência de príncipes celestes, governantes que teriam vivido por milhares de anos antes do dilúvio.
• Mitologia grega: fala dos semideuses e do Tártaro como prisão dos titãs, paralelos aos Nefilim e aos anjos aprisionados.
• Ocultismo: interpreta o corpo humano como portal, associa práticas sexuais à magia e vê hierarquias espirituais como forças territoriais que influenciam sociedades.
O texto revela como diferentes tradições — bíblica, suméria, grega e esotérica — convergem em narrativas sobre seres celestes que caíram, se corromperam e passaram a interagir com a humanidade. A ideia central é que a Terra se tornou palco de uma batalha espiritual, onde portais, hierarquias e quedas moldaram a história e a condição humana.

