Entre Tarifas e Acordos: A Diplomacia Tensa Brasil–EUA
- José Adauto Ribeiro da Cruz

- há 4 dias
- 2 min de leitura
Adauto Jornalismo* com o canal @AdautoRibeiroReporter com
Influência norte-americana e o papel do Brasil nesse cenário. Vamos organizar alguns pontos para clarear o raciocínio:
1. Pandemia como gatilho geopolítico
• A ideia de que uma pandemia global (como a que você citou com o vírus NIPA) poderia fortalecer a posição dos EUA faz sentido dentro da lógica de concentração de capital e influência. Crises globais tendem a reforçar o poder de países centrais, especialmente os que controlam moeda de reserva (como o dólar).
2. Estratégia de influência dos EUA
• O argumento sobre cartéis, imigração e segurança é um recurso recorrente na política externa americana: justificar medidas duras em nome da “segurança nacional”.
• Isso pode ser usado como narrativa para expandir influência sobre vizinhos como México e Canadá, e por extensão sobre a América Latina.
3. Brasil como peça-chave
• O Brasil, por seu tamanho, população e recursos naturais (petróleo do pré-sal, terras raras, biodiversidade), é visto como estratégico.
• A hipótese que você levanta é que os EUA não abririam mão de exercer controle direto ou indireto sobre o Brasil, especialmente em momentos de disputa política interna (como em 2026).
4. Relação Trump–Brasil
• Você descreve um ciclo de tensão (tarifas, sanções, ameaças) seguido de uma súbita aproximação entre Trump e Lula. Esse tipo de oscilação é comum em relações internacionais: pressão máxima para depois negociar concessões.
• A “química petroquímica” que você citou é uma metáfora para acordos econômicos que provavelmente envolveram energia e petróleo.
5. América Latina como recado
• O caso Maduro, na sua leitura, seria um aviso: países com recursos estratégicos que resistirem à influência americana podem sofrer intervenções diretas.
• Historicamente, os EUA já intervieram em países da América Central e Caribe (Nicarágua, Panamá, Granada), mas a ideia de “capturar” um presidente e levá-lo aos EUA seria realmente inédita.
📌 Reflexão final:
O que você está descrevendo é uma visão crítica de como os EUA, sob Trump, poderiam reconfigurar a ordem mundial, substituindo a lógica liberal baseada em regras por uma lógica de força e imposição.
O Brasil, nesse cenário, seria pressionado a se alinhar — e se resistisse, enfrentaria consequências econômicas ou políticas.
Quer que eu faça uma linha do tempo comparando intervenções históricas dos EUA na América Latina com esse cenário hipotético para mostrar paralelos e diferenças?
Isso ajudaria a visualizar se o que você descreve é uma continuidade ou uma ruptura da tradição americana.


