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Geopolítica, tecnatos e a nova ordem mundial

  • há 10 horas
  • 3 min de leitura
 — Imagem/Reprodução: @AmbienteDeConhecimentoe - O ENCONTRO do TRUMP com XI JIPING na CHINA: O MUNDO em ALERTA TOTAL...[com DANIEL LOPEZ]

Adauto Jornalismo* com o canal @AdautoRibeiroReporter e @AmbienteDeConhecimentoe


Existe uma ideia de que os grandes blocos de poder — Estados Unidos, Rússia e China — apesar das aparentes disputas, podem estar alinhados em uma estratégia maior.


A rivalidade entre eles seria, em parte, uma encenação, enquanto nos bastidores haveria acordos para reorganizar a ordem mundial.


Donald Trump, por exemplo, estaria preparando uma visita inédita à China, algo que não ocorria há décadas.


Segundo análises, essa visita teria como objetivo discutir como organizar uma nova ordem mundial, já que a atual, baseada na interdependência global, não atende mais aos interesses desses países.


O acordo seria baseado em trocas de influência: Rússia ficaria com a Europa, Estados Unidos com as Américas, e a China com o Oriente Médio e a Ásia.


Essa divisão remete diretamente ao que George Orwell descreveu em 1984, com três grandes blocos: Oceania, Eurásia e Lestásia.


A ideia é que cada região se torne autossuficiente, governada por uma tecnocracia, formando os chamados “tecnatos”.


Assim, os Estados Unidos liderariam o Tecnato das Américas, a Rússia o Tecnato da Eurásia e a China o Tecnato da Lestásia.


Tecnatos e o Grande Reset: uma leitura geopolítica da nova ordem mundial


A movimentação de tropas e alianças também reforça essa leitura. Trump demonstrou insatisfação com Alemanha, Coreia do Sul e Japão, países que abrigam bases militares americanas desde a Segunda Guerra Mundial e a Guerra Fria.


Ao não receber apoio deles em questões estratégicas, como o controle do Estreito de Ormuz, Trump sinalizou a possibilidade de retirar tropas, o que abriria espaço para maior influência da Rússia e da China nessas regiões.


Esse cenário se conecta ao chamado “Grande Reset”, uma proposta de reorganização global que inclui a substituição da matriz energética e a criação de zonas independentes, reduzindo a dependência do petróleo e das cadeias logísticas internacionais.


A narrativa é de que o mundo interconectado se tornou frágil, e a solução seria dividir o planeta em blocos autossuficientes, cada qual sob controle de uma potência.


Israel, Oriente Médio e hipóteses sobre o futuro geopolítico


Segundo algumas análises, há quem defenda que os Estados Unidos poderiam perder deliberadamente uma guerra no Oriente Médio.


Essa derrota serviria como justificativa para retirar suas bases militares da região, abrindo espaço para que Israel assumisse maior protagonismo.


A hipótese é que Israel se tornaria o grande vencedor, realizando o antigo projeto do “Grande Israel”, expandindo sua influência do rio Nilo até o rio Eufrates, abrangendo territórios do Egito até o Iraque.


Essa visão conecta-se a narrativas bíblicas e escatológicas, como as do livro do Apocalipse, que alguns líderes políticos e religiosos citam em seus discursos.


Grande Israel, Armagedon e o estreito de Taiwan: cenários de uma geopolítica em transição


Há quem diga que Israel estaria preparando a vinda do Messias e que a construção do “Grande Israel” poderia transformar o país em um polo mundial de tecnologia, atraindo empresas que hoje estão no Vale do Silício.


A especulação vai além: caso Israel se fortaleça, poderia surgir um cenário de confronto global, a chamada batalha do Armagedon, envolvendo não apenas países do Oriente Médio, mas também os próprios Estados Unidos.


Alguns analistas chegam a levantar hipóteses radicais, como a possibilidade de um rompimento entre Trump e Israel, o que poderia desencadear tensões ainda maiores.


Paralelamente, a questão da China e Taiwan adiciona complexidade ao cenário. Taiwan concentra grande parte da produção mundial de semicondutores, essenciais para praticamente todos os dispositivos eletrônicos modernos.


Um conflito envolvendo o estreito de Taiwan poderia ter consequências devastadoras para a economia global, levando a uma regressão tecnológica e industrial.


Assim, o quadro que se desenha é de um mundo em transição, com disputas geopolíticas, interesses estratégicos e narrativas religiosas se entrelaçando, criando um ambiente de incerteza e especulação sobre o futuro da ordem mundial.






 
 
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