Laura Fernández é eleita presidente da Costa Rica no primeiro turno
- José Adauto Ribeiro da Cruz

- há 2 dias
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Adauto Jornalismo* com o canal @AdautoRibeiroReporter
A cientista política Laura Fernandez, de direita, foi eleita presidente da Costa Rica neste domingo, 1º, após vencer o pleito ainda no primeiro turno com ampla vantagem.
Com 48,94% dos votos, ela superou o economista de centro-direita Alvaro Ramos, que obteve 33,02% e reconheceu a derrota.
A eleição ocorreu em meio a crescentes preocupações com a violência ligada ao tráfico de drogas no país.
Aos 39 anos, Fernandez é considerada herdeira política do atual presidente conservador Rodrigo Chaves, em cujo governo atuou como ministra do Planejamento e chefe da Casa Civil.
Ela é a segunda mulher eleita para o cargo na Costa Rica, depois de Laura Chinchilla (2010–2014). Durante a campanha, construiu sua imagem com um discurso de endurecimento na segurança pública, inspirado no presidente de El Salvador, Nayib Bukele.
Organizações de direitos humanos alertam para os riscos de replicar o modelo salvadorenho, que reduziu a criminalidade, mas resultou na prisão de milhares de pessoas sem acusação formal.
Críticos também apontam que Fernandez pode atuar como continuidade do projeto político de Chaves; aliados do governo já defendem mudanças constitucionais para permitir que ele volte a disputar a Presidência antes do prazo atual de oito anos.
Nascida em Puntarenas, cidade portuária marcada pelo tráfico de drogas, Fernandez se define como liberal na economia e conservadora nos costumes.
Casada duas vezes e mãe de uma criança, ela adotou um tom confrontacional ao longo da campanha, com críticas ao Judiciário e às elites políticas — postura que ajudou a mobilizar eleitores e garantir sua vitória nas urnas.
A presidente eleita prometeu medidas duras para conter o avanço do crime organizado, incluindo a conclusão de uma megaprisão para criminosos perigosos e a decretação de estados de emergência em áreas com altos índices de violência.
A Costa Rica, historicamente vista como um país estável na América Central, tornou-se nos últimos anos um centro logístico para cartéis colombianos e mexicanos, o que contribuiu para um aumento de 50% na taxa de homicídios em seis anos.


