Minas Gerais na mira: disputa global por minerais estratégicos ameaça soberania brasileira
- José Adauto Ribeiro da Cruz

- há 1 dia
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Adauto Jornalismo* com o canal @AdautoRibeiroReporter @GIROMILITAR
Donald Trump pode mover tropas dos Estados Unidos para Minas Gerais. A intensificação da disputa global por minerais estratégicos revela um novo estágio da geopolítica internacional, cada vez mais marcado por ações de força, intimidação e projeção militar.
As recentes movimentações dos Estados Unidos, incluindo intervenções na América Latina, o ataque à Venezuela, o sequestro do presidente Nicolás Maduro e as declarações de Trump sobre a anexação da Groenlândia não são episódios isolados, mas parte de uma doutrina de segurança voltada ao controle direto de territórios ricos em recursos críticos.
Sob o discurso de contenção da Rússia e da China, Washington reposiciona seu poder militar e diplomático para garantir acesso privilegiado a minerais essenciais à indústria bélica, à transição energética e à supremacia tecnológica, transformando recursos naturais em alvos estratégicos de guerra híbrida.
Nesse cenário, o Brasil surge como um território sensível e altamente cobiçado. Detentor da segunda maior reserva de terras raras do planeta e controlador quase absoluto do nióbio, mineral chave para blindagens, mísseis, caças e sistemas militares avançados, o país passa a integrar o radar das grandes potências.
Minas Gerais ocupa posição central nesse tabuleiro, concentrando jazidas de alto valor estratégico em regiões como Araxá, Poços de Caldas e o Vale do Jequitinhonha, agora rebatizado como Vale do Lítio.
O interesse direto de representantes norte-americanos em parcerias para extração desses minerais sinaliza uma ofensiva econômica com potencial de desdobramentos políticos e, em última instância, militares, caso o controle desses ativos seja considerado vital para a segurança dos Estados Unidos.
Diante dessa ofensiva global, especialistas alertam que a disputa por minerais críticos deixou de ser apenas econômica e passou a integrar a lógica de defesa nacional das potências centrais.
O histórico de intervenções dos Estados Unidos na América Latina reforça o temor de pressões, sanções e operações indiretas voltadas ao controle de recursos estratégicos brasileiros.
Ao mesmo tempo, decisões internas como privatizações, flexibilização de licenciamentos ambientais e a perda de controle estatal sobre empresas ligadas ao lítio e ao nióbio fragilizam a soberania nacional.
Sem uma estratégia clara de defesa, industrialização e domínio tecnológico, o Brasil corre o risco de se tornar apenas um fornecedor subordinado em uma guerra silenciosa por recursos, na qual o território, a economia e a autonomia nacional estão em jogo.


