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Se dependesse de Lula a amazônia iria para a China, mas trump vai tomar primeiro

  • Foto do escritor: José Adauto Ribeiro da Cruz
    José Adauto Ribeiro da Cruz
  • há 2 dias
  • 4 min de leitura
 — Imagem/Reprodução: TRUMP DECLAROU: EUA VÃO TOMAR A AMAZONIA! (o Brasil não pode fazer nada?)

O mundo está passando por uma reorganização de poder que não acontecia desde o fim da Segunda Guerra Mundial.


Os Estados Unidos sentem que estão perdendo a hegemonia, enquanto a China cresce, os BRICS ganham força e o dólar começa a ser questionado. Quando um império percebe que está perdendo o controle, ele não aceita em silêncio: reage, e reage com força.


Nas últimas semanas, o presidente dos Estados Unidos fez uma série de declarações que, quando analisadas em conjunto, revelam um padrão claro. Falou em anexar o Canadá, retomar o canal do Panamá, comprar a Groenlândia. E quando perguntado sobre limites internacionais, respondeu que o único limite para o poder dele é a própria moral, não tratados, não leis.


O que aconteceu recentemente na Venezuela reforça esse padrão. Os Estados Unidos invadiram o país, sequestraram o presidente e Trump declarou abertamente que vai administrar a Venezuela, entregando o petróleo às empresas americanas. Ele não escondeu nada: disse claramente que a questão é recurso natural. E o Brasil? O que tem que desperta tanto interesse?


A Amazônia não é apenas floresta, como muitos pensam. É talvez o território mais valioso do planeta. O Brasil detém praticamente todas as reservas mundiais de nióbio, mineral essencial para a indústria aeroespacial, usinas nucleares e tecnologias avançadas.


Só uma das reservas no Amazonas tem bilhões de toneladas, avaliadas em trilhões de dólares, valor superior ao PIB da China e ao dobro de todo o pré-sal brasileiro.


Além disso, o Brasil possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo, minerais indispensáveis para baterias de carros elétricos, turbinas eólicas, smartphones e mísseis guiados. A China controla a maior parte da produção global e os Estados Unidos buscam alternativas desesperadamente.


A Amazônia concentra parte dessas reservas, além de abrigar a maior quantidade de água doce do planeta, biodiversidade ainda pouco catalogada, enorme potencial energético e posição estratégica no Atlântico Sul.


Trump já afirmou que regiões com ativos de interesse geopolítico devem ser controladas, que o direito internacional é subjetivo e depende da interpretação pessoal dele. Quando um presidente americano fala em anexar territórios, ignorar tratados e usar força militar para garantir acesso a recursos, e logo depois invade um país vizinho do Brasil pelo petróleo, preocupar-se com a Amazônia não é paranoia. O general Vilas Boas já alertava há anos: a crise na Amazônia não é questão de “se”, mas de “quando”.


O padrão se repete. Os Estados Unidos não invadem países pobres, mas sim países ricos em recursos estratégicos. Sempre há uma justificativa bonita para convencer a população americana. No Iraque, foram as armas de destruição em massa — nunca encontradas, mas o petróleo voltou a ser negociado em dólar.


Na Líbia, a justificativa foi a proteção de civis, mas Gaddafi havia proposto uma moeda africana lastreada em ouro para comercializar petróleo fora do sistema do dólar. Na Venezuela, a narrativa foi narcotráfico e terrorismo, mas o objetivo era assumir as maiores reservas de petróleo do mundo.


Agora, o Brasil já está dentro dessa narrativa. Há anos se repete que a Amazônia é patrimônio da humanidade, que o Brasil não sabe cuidar da floresta e que precisa de supervisão internacional. Macron chegou a sugerir dar status internacional à Amazônia, usando a palavra “intervenção”. A Venezuela também era soberana até ser invadida.


Especialistas em defesa alertam que o Brasil não está preparado para defender a Amazônia. A força aérea na região é limitada, a marinha não tem capacidade moderna de combate fluvial, faltam blindados e sistemas de defesa antiaérea.


A vigilância é mínima. As forças armadas atuam em missões importantes, como acolhimento de refugiados, combate a incêndios e fiscalização de garimpo ilegal, mas não em defesa territorial contra uma potência estrangeira. Enquanto isso, os Estados Unidos mantêm presença militar permanente no Caribe, têm bases na Colômbia e acordos de cooperação com vários países da região.


A invasão da Venezuela foi o primeiro movimento dessa nova era. Trump deixou claro que não respeitará soberania, tratados ou limites internacionais. Ele afirmou que sua moral é a única lei que importa e mostrou disposição para usar força militar para garantir acesso a recursos. A Amazônia, com seus minerais da transição energética, água doce e biodiversidade, é o próximo alvo natural.


O Brasil precisa acordar. É necessário fortalecer a presença militar na Amazônia, investir em helicópteros de ataque, drones de vigilância, defesa antiaérea e capacidade de reação rápida. Isso não é belicismo, é sobrevivência. Também é fundamental diversificar alianças, não depender apenas da boa vontade americana e fortalecer relações com China, Índia, Rússia, União Europeia e países africanos.


Além disso, é preciso desenvolver a Amazônia de verdade, gerar emprego, criar infraestrutura e mostrar ao mundo que o Brasil é capaz de cuidar do próprio território. Enquanto a região for vista como um vazio, o discurso de intervenção continuará ganhando força. A questão não é se vão tentar, mas quando. A Venezuela foi o ensaio. O Brasil pode ser o prêmio.


Quanto mais parceiros estratégicos o Brasil tiver, mais difícil será para qualquer potência agir unilateralmente contra nós. É fundamental desenvolver a Amazônia de verdade, ocupá-la economicamente, gerar empregos, criar infraestrutura e mostrar ao mundo que o país é capaz de cuidar do próprio território. Enquanto a região for vista como um vazio que o Brasil não consegue administrar, o discurso de intervenção continuará ganhando força.


Mais importante ainda é compreender, como sociedade, que isso não é teoria da conspiração, mas geopolítica. É o jogo que as grandes potências jogam há séculos, e quem não entende o jogo acaba virando peça.


Trump deixou claro qual é a sua visão: territórios ricos em recursos são ativos a serem controlados, e a Amazônia é o maior ativo do planeta. A questão não é se vão tentar, mas se estaremos preparados quando tentarem.


O Brasil tem uma escolha: pode continuar tratando a Amazônia como símbolo, como tema de discurso ambiental ou como problema a ser resolvido depois, ou pode acordar para a realidade de que estamos sentados sobre um tesouro cobiçado pelo mundo inteiro, que só permanecerá nosso enquanto tivermos condições de defendê-lo.


A Venezuela foi o ensaio. O Brasil pode ser o prêmio.



  




  




 
 
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