Trump anuncia ataque militar limitado contra o Irã: escalada global e riscos de guerra regional
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Irã pressionado e encurralado
Urgente. Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anuncia ataque militar ao Irã. Agora o Irã está totalmente contra a parede após recusar negociar e o mundo vê uma grande guerra iniciando-se que terá impactos diretos no Brasil e no mundo. Dessa vez o regime do Irã irá cair ou não? É tão fácil assim?
O anúncio oficial
Nesta tarde, durante a primeira reunião do Board of Peace na Casa Branca, o presidente Donald Trump anunciou que autorizará um ataque militar limitado contra o Irã nos próximos dias, caso o regime de Teerã não aceite um novo acordo nuclear que atenda às demandas americanas.
Essa medida representa a escalada mais grave nas tensões entre os dois países desde a Guerra dos 12 dias, em junho de 2025, quando forças dos Estados Unidos e de Israel realizaram ataques contra instalações nucleares e militares iranianas.
O anúncio surge em meio a negociações indiretas em Genebra, na Suíça, que até agora não produziram avanços significativos e reflete a estratégia de pressão máxima adotada por Trump para forçar concessões.
As exigências americanas
Durante a coletiva, Trump foi enfático em suas declarações, reiterando ameaças anteriores e delineando os contornos da ação iminente.
O Irã tem 10 a 15 dias no máximo para fazer um acordo que neutralize seu programa nuclear, reduza seu arsenal de mísseis balísticos e pare de financiar grupos armados na região.
“Estamos prontos para ataques limitados que atinjam alvos precisos, como sítios nucleares e lançadores de mísseis, para mostrar que não estamos blefando.
Se eles não vierem à mesa sem ameaças, coisas ruins vão acontecer e vão acontecer em breve”, afirmou Trump.
Mobilização militar dos EUA
Trump acrescentou que enviou uma frota massiva para o Oriente Médio, incluindo dois porta-aviões, caças stealth F35 e F22 e bombardeiros B2. As forças armadas dos Estados Unidos estão posicionadas para agir já neste fim de semana, se necessário. Isso pode ser o fim do problema nuclear ou o início de algo maior, mas estamos preparados para ambos os cenários. O anúncio coincide com uma mobilização militar acelerada dos Estados Unidos na região, descrita por analistas como a maior desde a invasão do Iraque em 2003.
Reação iraniana
Do lado iraniano, a resposta foi imediata e de confronto. O ministro das Relações Exteriores, Abas Aragti, rejeitou as demandas unilaterais, declarando: “Negociações só podem ocorrer sem ameaças ou coerção.
As forças armadas do Irã estão totalmente preparadas para responder imediata e poderosamente a qualquer agressão contra nosso território, espaço aéreo ou águas territoriais.”
O conselheiro do líder supremo, Alishamkan, advertiu que um ataque dos Estados Unidos seria o início de uma guerra regional devastadora.
Exercícios militares e repressão interna
Em sinal de prontidão, o Irã realizou exercícios navais anuais com a Rússia no Golfo de Omã, envolvendo guerra eletrônica, drones e lançamentos de mísseis. Internamente, o regime intensifica a repressão: desde janeiro, protestos contra inflação e corrupção resultaram em mais de 5.000 mortes, segundo grupos de direitos humanos, com bloqueios de internet e detenções em massa.
Reações internacionais
Em resposta à escalada iminente, o governo alemão emitiu comunicado urgente apelando para que todos os seus cidadãos deixem o Irã imediatamente.
Outros países europeus, como Itália, Polônia e Espanha, emitiram alertas semelhantes. Os Estados Unidos também orientaram seus cidadãos a evacuar.
O Reino Unido negou o uso de suas bases aéreas para operações americanas, enquanto Israel pressiona Trump para incluir mísseis balísticos iranianos em qualquer acordo.
Contexto histórico e riscos futuros
As tensões remontam à saída dos Estados Unidos do acordo nuclear de 2015 sob Trump, seguida por sanções econômicas que devastaram a economia iraniana.
A Guerra dos 12 dias de 2025, desencadeada por ataques mútuos entre Irã e Israel, resultou em milhares de vítimas e danos significativos às capacidades nucleares iranianas, mas não eliminou o programa por completo.
Analistas estimam que o Irã possui cerca de 1.800 a 2.000 mísseis balísticos capazes de atingir bases americanas e israelenses, além de uma rede de grupos aliados como o Hezbollah e milícias no Iraque, que poderiam intensificar retaliações assimétricas.



