Trump, Canadá e Alberta: A Nova Fronteira da Geopolítica Norte-Americana
- José Adauto Ribeiro da Cruz

- há 22 horas
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Adauto Jornalismo* com o canal @AdautoRibeiroReporter e @cortesdointeligencia
Donald Trump voltou a declarar que seu objetivo estratégico é transformar o Canadá, a Groenlândia e até a Venezuela em estados norte-americanos.
Embora muitos tenham interpretado inicialmente como uma provocação ou brincadeira, a insistência do presidente americano em repetir esse discurso tem dado sinais de que há uma agenda mais séria por trás.
O Canadá, aliado histórico dos Estados Unidos e membro da OTAN, tornou-se alvo de especulações após reportagens da Financial Times revelarem contatos de diplomatas americanos com lideranças da província de Alberta.
O Canadá vive uma divisão interna marcada por contrastes culturais e políticos. De um lado, regiões como Quebec e o governo federal, sob Justin Trudeau, adotam pautas progressistas, como a redução do uso de combustíveis fósseis e a defesa de direitos sociais.
Do outro, províncias como Alberta e a Colúmbia Britânica mantêm perfil conservador, dependente da exploração de petróleo e gás. Alberta, apelidada de “Texas canadense”, concentra reservas estratégicas de petróleo e já abriga movimentos separatistas conhecidos como Wexit, que defendem a saída do país.
Segundo a análise da imprensa internacional, Trump estaria incentivando esse separatismo como forma de abrir caminho para uma futura anexação territorial. A estratégia é comparada ao caso do Texas no século XIX, quando os Estados Unidos apoiaram a independência da região em relação ao México para, em seguida, anexá-la.
O discurso de autodeterminação dos povos seria utilizado como justificativa política para legitimar a incorporação de Alberta e da Colúmbia Britânica.
Esse tipo de movimento aproxima Trump de práticas vistas em outras potências, como a Rússia de Vladimir Putin, que promove anexações sem necessariamente recorrer a ocupações militares diretas.
A diferença está no uso da diplomacia e da influência política local para criar condições favoráveis à expansão territorial.
Enquanto isso, no Oriente Médio, o presidente iraniano Ebrahim Raisi anunciou uma reunião com representantes dos Estados Unidos para discutir questões geopolíticas. O encontro, previsto para sexta-feira, deve envolver o ministro das Relações Exteriores iraniano e o enviado americano Stefit Coff.
A iniciativa sinaliza uma tentativa de diálogo em meio às tensões crescentes na região, mostrando que, além da disputa territorial no hemisfério ocidental, a agenda internacional de Washington continua marcada por negociações delicadas com adversários estratégicos.
Aqui está a versão editada em fluxo contínuo, seguindo o mesmo modelo editorial adotado nos últimos textos, sem marcações de tempo ou números, e com sugestão de título:
Irã, Acordo Nuclear e o Fim do New START: A Nova Crise Global
O Irã, após intensa pressão internacional, sinalizou disposição para negociar. Donald Trump confirmou que deslocou uma armada superior à enviada para a Venezuela em direção à costa iraniana, deixando claro que, caso Teerã não aceitasse negociar, ataques poderiam ocorrer.
O regime iraniano respondeu com uma ameaça estratégica: não enfrentaria diretamente os Estados Unidos, mas provocaria uma guerra regional, atacando bases americanas no Bahrein, Qatar, Arábia Saudita e Israel.
Esse cenário levou a uma aparente trégua. Segundo o New York Times, o Irã estaria disposto a abrir mão do enriquecimento de urânio em troca de um acordo nuclear.
A proposta americana prevê a criação de um consórcio de energia nuclear, que forneceria eletricidade para países do Oriente Médio, evitando que cada nação desenvolva seu próprio programa nuclear.
A medida busca conter a proliferação de armas na região, que já vive tensões constantes envolvendo Palestina, Síria e o próprio Irã.
Para os Estados Unidos, evitar uma guerra direta é crucial. O Irã controla o estreito de Ormuz, rota estratégica para o petróleo mundial. Um conflito poderia elevar drasticamente os preços do petróleo, aumentar a inflação global e dificultar a redução das taxas de juros.
Além disso, países rivais do Irã, como Arábia Saudita, Qatar, Jordânia e Emirados Árabes, já declararam que não autorizariam ataques americanos a partir de seus territórios, mostrando resistência a uma intervenção militar.
Paralelamente, outro ponto crítico se aproxima: o vencimento do tratado New START, assinado em 2010 por Barack Obama e Dmitri Medvedev. O acordo limita o número de ogivas nucleares de Estados Unidos e Rússia e prevê inspeções mútuas. Com a guerra na Ucrânia e as sanções impostas à Rússia, o tratado já vinha enfraquecido.
Moscou reclama que não pode inspecionar arsenais americanos, enquanto França e Reino Unido, que também possuem armas nucleares, não estão sujeitos às mesmas regras.
Trump declarou que não pretende renovar o tratado sem incluir a China, que possui cerca de 600 ogivas, número menor que as quase 5.000 de Estados Unidos e Rússia, mas suficiente para destruir o planeta.
A Alemanha, por sua vez, discute a possibilidade de desenvolver armas próprias, liderando um movimento europeu por um “guarda-chuva nuclear”.
O vencimento do New START, somado às tensões no Oriente Médio, é apontado como um dos fatores que aproximam o chamado “relógio do juízo final” da meia-noite, símbolo do risco de catástrofe global.
O mundo observa, portanto, duas frentes de crise simultâneas: a negociação nuclear com o Irã e o fim iminente de um tratado que por mais de uma década limitou a corrida armamentista entre as maiores potências.
O desfecho dessas questões definirá não apenas o equilíbrio estratégico, mas também a estabilidade econômica e política internacional nos próximos anos.
📌 O texto está agora contínuo, editorial e com título que reflete o dilema central: a tensão nuclear envolvendo o Irã e o colapso do tratado New START como sinais de uma nova fase de instabilidade global.


