Trump redefine alianças na América Latina e isola o Brasil de Lula
- há 23 horas
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Adauto Jornalismo* com o canal @AdautoRibeiroReporter com @canalmilitarizandoomundo
Donald Trump anunciou uma cúpula exclusiva em Miami com líderes de direita da América Latina, deixando o Brasil de fora e sinalizando um isolamento estratégico em resposta ao alinhamento de Lula com a China.
O encontro, marcado para março no Trump National Doral, reunirá nomes como Javier Milei da Argentina, Santiago Penha do Paraguai, Rodrigo Paz da Bolívia, Nayib Bukele de El Salvador, Daniel Noboa do Equador e Nasry Tito Asfura de Honduras.
O objetivo central é formar um bloco unificado para conter o avanço chinês sobre recursos vitais como terras raras, lítio, nióbio e cobalto, fundamentais para tecnologia de defesa, semicondutores e energia renovável.
A China controla hoje grande parte da mineração e do processamento desses minerais, e Trump pretende que os países convidados assinem acordos bilaterais com os Estados Unidos em troca de tecnologia, infraestrutura e proteção contra a influência de Pequim.
Enquanto isso, Lula vê seu encontro bilateral em Washington ser adiado sem prioridade, reflexo da resistência brasileira em se alinhar automaticamente a Washington em temas como Taiwan e rotas marítimas.
O Brasil, que possui as segundas maiores reservas de terras raras do mundo, atrás apenas da China, tem negado avanços americanos e preferido negociar com Pequim, reforçando sua posição dentro do BRICS e sua defesa da multipolaridade.
Para Trump, essa postura é inaceitável e revive a lógica da Doutrina Monroe, agora reinterpretada como uma política que busca impedir que potências externas controlem ativos estratégicos na região.
A pressão americana já se manifesta em ações como a intervenção na Venezuela, o foco no canal do Panamá e acordos minerais com Argentina e Equador.
Analistas em Washington preveem que até o final de 2026 o continente estará dividido em dois blocos: o eixo Trump e o eixo Resistentes, formado por Brasil, México e Colômbia.
Com a eleição presidencial brasileira se aproximando, o cenário se torna explosivo, especialmente diante da possibilidade de apoio indireto dos Estados Unidos à oposição bolsonarista.
O dilema para o Brasil é claro: ceder aos Estados Unidos significaria perder investimentos chineses, enquanto resistir pode acelerar o isolamento econômico.
No fim, o país corre o risco de se tornar campo de batalha da nova Guerra Fria, com março despontando como mês decisivo para o futuro da América Latina e o equilíbrio global de poder.

