A Frota Fantasma — O Último Bastão do Chavismo que se recusa a morrer
- José Adauto Ribeiro da Cruz

- há 20 horas
- 2 min de leitura
Adauto Jornalismo* com o canal @AdautoRibeiroReporter com @canalmilitarizandoomundo
O regime chavista voltou a tentar driblar as ordens dos Estados Unidos enviando uma embarcação para fora do país, mas a Marinha americana conseguiu capturá-la após horas de perseguição.
O petroleiro Aquila 2, carregando cerca de 700.000 barris de petróleo pesado venezuelano com destino à China, foi interceptado no Oceano Índico em fevereiro de 2026, depois de uma caçada transoceânica que começou no Caribe.
A operação, conduzida pelo Comando Indo-Pacífico, ocorreu sem resistência: forças especiais desembarcaram de helicóptero sobre o convés e assumiram o controle da embarcação.
O Aquila 2 fazia parte da chamada “frota fantasma”, composta por dezenas de navios operando sob bandeiras de conveniência, com transponders desligados ou adulterados, realizando transferências em alto mar e falsificando documentos para ocultar a origem venezuelana do petróleo.
Essas práticas, herdadas de operações iranianas e russas, permitiam que o petróleo chegasse a compradores na Ásia, gerando bilhões de dólares que, segundo Washington, financiavam tanto o regime quanto o cartel de Los Soles, uma rede de narcotráfico ligada a militares e civis de alto escalão.
Dois nomes concentram a resistência chavista: Diosdado Cabello, ministro do Interior e Justiça, e Vladimir Padrino López, ministro da Defesa. Ambos são acusados de narcoterrorismo e têm recompensas milionárias oferecidas pelos Estados Unidos. Cabello, considerado o segundo homem mais poderoso da Venezuela, é apontado como coordenador do tráfico de cocaína em parceria com as FARC.
Padrino López, por sua vez, controla as Forças Armadas Bolivarianas e teria participado de esquemas de proteção ao tráfico. Juntos, representam o núcleo duro que rejeita qualquer acordo com Washington e mantém influência sobre tropas, milícias e redes criminosas.
Em contraste, a vice-presidente Delcy Rodríguez, que assumiu o comando interino após a captura de Nicolás Maduro, tem adotado uma postura pragmática. Ela sinalizou reformas na lei do petróleo, liberou presos políticos e buscou diálogo com os Estados Unidos, tentando estabilizar o país e garantir fluxo de óleo sob supervisão internacional.
Essa abertura, porém, enfurece os setores mais radicais, que chegaram a discutir um golpe interno contra Rodríguez para manter o controle absoluto sobre petróleo e armas.
Apesar das apreensões, a frota fantasma continua ativa, com navios mudando de bandeira ou identidade para escapar da perseguição. Para os Estados Unidos, cada captura reforça a estratégia de estrangulamento econômico até que o governo interino coopere na desarticulação das redes criminosas.
Para os chavistas resistentes, cada barril que escapa representa não apenas dinheiro, mas a sobrevivência política de um regime que se recusa a desaparecer. O petróleo venezuelano permanece como o prêmio e o campo de batalha central, e a frota fantasma como o último bastião de um sistema em colapso.


