A Nova Capa da Economist e o Debate Sobre Redução Populacional
- José Adauto Ribeiro da Cruz

- há 2 horas
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Adauto Jornalismo* com o canal @AdautoRibeiroReporter e @PapoPraPensar
A nova capa da revista The Economist, lançada no final de setembro de 2025, trouxe uma mensagem que gerou forte repercussão: “Peak Human”, ou seja, o pico da população mundial.
Logo abaixo, a chamada “um prospecto para um mundo mais vazio” foi interpretada como um recado direto sobre redução populacional. A publicação, conhecida por influenciar debates globais, reforçou a ideia de que a humanidade teria atingido seu limite demográfico e que o futuro seria marcado por um processo de esvaziamento.
Essa narrativa remete a símbolos e referências históricas. As chamadas pedras-guia da Geórgia, destruídas em 2022, traziam entre seus mandamentos a proposta de manter a população mundial abaixo de 500 milhões de pessoas, o que implicaria na eliminação de mais de 90% da humanidade.
A capa da revista, ao mostrar uma família reduzida a pai, mãe e apenas um filho, reforça visualmente a ideia de que dois geram apenas um, simbolizando a redução.
O balão vermelho nas mãos da criança, sem tecnologia ou objetos modernos, sugere simplicidade e conecta-se ao discurso do Fórum Econômico Mundial de 2016, que projetava para 2030 um mundo em que “você não possuirá nada e será feliz”.
A mensagem também se relaciona com a agenda do transumanismo. Projetos de chips cerebrais, próteses artificiais e inteligência artificial avançada apontam para uma sociedade em que máquinas substituem funções humanas.
Nesse contexto, a redução populacional seria vista como parte de um plano maior: menos pessoas, mais controle, mais dependência tecnológica. A elite global, segundo essa leitura, não precisaria de dinheiro como conhecemos, mas sim de poder absoluto sobre recursos e sobre a própria vida humana.
O debate sobre crescimento populacional não é novo. Desde a década de 1970, relatórios científicos alertam para os impactos ambientais e econômicos da expansão demográfica.
Gráficos projetavam que, por volta de 2030, haveria declínio populacional associado a crises financeiras e ambientais. A pandemia de 2020 foi vista como um prenúncio, e alguns especialistas falam em um “Big One”, uma crise sanitária ainda maior que poderia acelerar esse processo.
A capa da Economist, portanto, não é apenas uma provocação estética. Ela sintetiza preocupações antigas e conecta-se a agendas contemporâneas de governança global, tecnologia e meio ambiente. Para alguns, é um alerta legítimo sobre sustentabilidade.
Para outros, é um recado velado de elites que desejam controlar o futuro da humanidade. O fato é que a mensagem foi clara: o mundo caminha para uma redefinição demográfica e política, e o debate sobre quem sobreviverá e quem será excluído está mais explícito do que nunca.

