Alexandre de Moraes port trás do maior escândalo de corrupção do Brasil
- José Adauto Ribeiro da Cruz

- 27 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
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Bom, agora já a gente entra no caso envolvendo o Banco Master, porque o ministro do Supremo, Alexandre de Moraes, quebrou o silêncio e se manifestou a respeito dos encontros que teve com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Moraes destacou o seguinte numa nota:
“O ministro Alexandre de Moraes esclarece que, em virtude da aplicação da lei Magnitsky, recebeu para reuniões o presidente do Banco Central, a presidente do Banco do Brasil, o presidente e o vice-presidente jurídico do Banco Itaú. Além disso, participou de reunião conjunta com os presidentes da Confederação Nacional das Instituições Financeiras da FEBRABAN, do BTG e os vice-presidentes do Bradesco e também do Itaú. Em todas as reuniões foram tratados exclusivamente assuntos específicos sobre as graves consequências da aplicação da referida lei, em especial a possibilidade de manutenção de movimentação bancária, contas correntes, cartões de crédito e débito.”
Fecho aspas para a nota do ministro Alexandre de Moraes, que negou veementemente qualquer tratativa envolvendo o Banco Master.
Ontem, o jornal O Globo, em reportagem de Malu Gaspar, afirmou que mais de seis fontes teriam informado que o ministro Alexandre de Moraes ligou para o presidente do Banco Central para fazer pressão sobre o caso do Banco Master. Agora, com essa negativa oficial, surgem questionamentos.
Comentadores apontam que o episódio confirma duas coisas: primeiro, a velha máxima de que o poder corrompe, e o poder absoluto corrompe absolutamente. Segundo, que Moraes teria interferido em favor de interesses ligados à própria esposa, que assinou contrato milionário com o Banco Master.
Segundo críticas, o ministro teria pressionado o Banco Central para olhar com simpatia uma operação envolvendo o Banco de Brasília, público, e o Banco Master. Malu Gaspar relatou que houve pelo menos seis conversas, por telefone e pessoalmente. Se fosse apenas sobre a lei Magnitsky, bastaria uma reunião, não tantas.
A acusação é de que a esposa de Moraes teria firmado contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master, e que parte desse dinheiro teria sido usada para compra de imóvel em Brasília. Para críticos, o caso está mal explicado e exige esclarecimentos mais consistentes.
O Banco Central, por sua vez, confirmou em nota que manteve reuniões com Alexandre de Moraes para tratar dos efeitos da lei Magnitsky, lembrando que o ministro foi incluído na lista em julho e retirado em dezembro. Segundo o BC, as reuniões discutiram movimentações bancárias, contas correntes e cartões de crédito.
Ainda assim, pairam dúvidas: teria sido apenas sobre a Magnitsky ou também sobre o Banco Master? Para alguns, há contradições entre a versão oficial e as informações da imprensa.

