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André Valadão — O Escândalo Imobiliário da Fore Hands na Flórida no Altar da Lagoinha Global

  • há 18 horas
  • 4 min de leitura
 — Imagem/Reprodução: @FALAZIONoficial  - MAIS UMA DA LAGOINHA? GOLPE IMOBILIARIO COM BRASILEIROS NO USA?

Você vai descobrir agora o que pode ser o maior esquema de golpe imobiliário multimilionário feito por brasileiros na Flórida.


Por trás de discursos de fé, prosperidade e investimento garantido, famílias brasileiras podem ter caído em uma das maiores fraudes transnacionais da história recente.


As imagens que circulam mostram um evento realizado na Igreja Lagoinha nos Estados Unidos, onde João Luís Dias de Souza, conhecido como João Souza, subiu ao palco diante de milhares de fiéis.


Ele agradeceu a oportunidade, falou sobre portas abertas e semeadura, e anunciou a doação de um terreno para ser sorteado entre os presentes, vinculando o gesto ao mercado imobiliário em que dizia atuar.


A cena, carregada de linguagem da teologia da prosperidade, foi apresentada como uma “semente extraordinária”.


Porém, denúncias começaram a surgir. Um vídeo anônimo, já comentado por canais como o Fuxico Gospel, acusa João Souza e sua empresa Fore Hands de aplicar um golpe imobiliário.


Segundo relatos de vítimas, a empresa prometia retornos de 28% a 30% sobre investimentos, participação em supostas casas e empreendimentos nos Estados Unidos e até a possibilidade de entregar imóveis no Brasil para entrar no negócio.


A realidade, no entanto, seria devastadora: nenhuma obra concluída, nenhum licenciamento, nenhuma construção real.


A confiança de tantas pessoas teria sido conquistada porque o investimento foi apresentado em um ambiente religioso, diante de aproximadamente 10 mil pessoas, na virada de ano de 2023 para 2024, na igreja liderada por André Valadão.


O episódio soma-se a outros escândalos envolvendo figuras do meio evangélico brasileiro, como o “Sheik dos Bitcoins” e o pastor Fabiano Zetel, reforçando a percepção de que discursos de fé e prosperidade vêm sendo usados como vitrine para atrair vítimas.


Enquanto a empresa nega irregularidades e ameaça responsabilizar quem compartilha o vídeo, as denúncias continuam se espalhando e prometem trazer provas concretas.


O caso expõe a vulnerabilidade de comunidades que, em busca de prosperidade e segurança, acabam confiando em promessas que misturam religião e negócios, mas podem esconder esquemas fraudulentos de grande escala.


O caso que vem sendo chamado de “golpe imobiliário da Fore Hands” ganhou contornos ainda mais graves quando denúncias começaram a circular em grupos de WhatsApp nos Estados Unidos e chegaram ao Brasil.


O episódio envolve João Souza, que se apresentava como investidor imobiliário, e sua empresa Fore Hands, acusados de captar dezenas de vítimas dentro da comunidade evangélica brasileira.


A estratégia era simples e sedutora: em cultos da Lagoinha em Orlando, diante de mais de 10 mil pessoas, João falava sobre fé, prosperidade e semeadura, chegando a doar um terreno para ser sorteado como “semente extraordinária”.


Esse gesto criava a imagem de credibilidade e compromisso com o reino de Deus. Muitos fiéis concluíram que, se estava na igreja, era seguro investir.


O mecanismo do suposto golpe consistia em três etapas: primeiro, a vítima assinava uma procuração dando plenos poderes à empresa; segundo, a Fore Hands se comprometia a vender o imóvel no Brasil; terceiro, o dinheiro seria enviado para os Estados Unidos e, em quatro a doze meses, retornaria com lucros fixos de até 30%.


No início, alguns pagamentos eram feitos, mas depois tudo parava. Famílias perderam casas, obras nunca foram iniciadas e nenhum licenciamento foi obtido.


Um dos casos mais chocantes foi o de um casal que entregou sua única casa no Brasil, acreditando que seria parte de um investimento seguro.


O imóvel, segundo denúncias, acabou sendo usado como garantia em operações financeiras de empresas ligadas ao grupo, possivelmente “laranjas”, para obtenção de empréstimos.


Isso ampliou o rombo e levantou a pergunta inevitável: para onde foram os imóveis e o dinheiro?


Além de João Souza, outros nomes aparecem nos relatos, como Welton dos Anjos, apontado como braço direito e cofundador da Fore Hands. Estima-se que já existam cerca de 40 vítimas, mas novos depoimentos sugerem que o número pode ser maior.


Mesmo com dezenas de pessoas sem retorno, a empresa teria começado a divulgar novos projetos em regiões da Flórida e até em Miami, sob o nome Absolute Capital, que seria apenas uma nova fachada da Fore Hands. Para quem já perdeu tudo, isso soa como um golpe renovado.


A revolta cresceu e agora as vítimas estão se organizando. Elas montam um dossiê completo com contratos, registros de cartório, transferências bancárias, capturas de tela e gravações, reunindo provas de que nada do que foi prometido saiu do papel.


O caso já está sendo levado à mídia brasileira, ampliando a pressão e expondo como discursos de fé e prosperidade podem ser usados como vitrine para esquemas fraudulentos de grande escala.


As denúncias contra a Fore Hands e João Souza ganharam um novo patamar quando as vítimas anunciaram que pretendem enviar documentação para órgãos federais dos Estados Unidos, como o Serviço de Cidadania e Imigração, o ICE (Serviço de Imigração e Controle de Aduanas), a Comissão Federal de Comércio e até gabinetes de senadores americanos.


O objetivo é pressionar por uma investigação oficial e impedir que novos brasileiros caiam no mesmo esquema, que mistura promessas de prosperidade, uso da fé e obras que nunca existiram.


O vídeo que circula nas redes sociais funciona como uma forma de pressão pública. As vítimas relatam perdas devastadoras: imóveis entregues, procurações assinadas e nenhum retorno.


Agora, além de se organizarem em dossiês com contratos, registros e provas, querem envolver diretamente autoridades americanas.


Em resposta, a empresa publicou uma nota oficial de “esclarecimento e repúdio”, afirmando que os vídeos são anônimos, sem autoria, sem documentos e sem decisão judicial, classificando-os como difamatórios.


A nota pede que o conteúdo não seja compartilhado e ameaça responsabilizar juridicamente quem continuar divulgando.


O cenário, portanto, é de confronto: de um lado, vítimas que se unem para denunciar e buscar justiça; do outro, a empresa tentando se defender e deslegitimar as acusações.


O caso expõe não apenas a fragilidade de famílias que confiaram em discursos de fé e prosperidade, mas também a tensão crescente entre a comunidade brasileira nos EUA e as autoridades americanas, que já estão atentas a fraudes envolvendo imigrantes.







 
 
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