Brasil, EUA e os dilemas da política externa em 2024–2025
- José Adauto Ribeiro da Cruz

- 16 de ago. de 2025
- 2 min de leitura

Lula, um presidente ultrapassado e decadente que reza pelas antigas cartilhas da esquerda, transtorno na economia, fracasso na ideologia
Adauto Jornalismo Policial*
A política externa brasileira sob o governo Lula tem gerado intensos debates, especialmente diante da aproximação com países como China, Rússia, Venezuela e Irã — considerados adversários históricos dos Estados Unidos.
Essa estratégia, vista por alguns como uma tentativa de reposicionar o Brasil como potência autônoma no Sul Global, é interpretada por outros como um risco diplomático e comercial.
Dados e estatísticas relevantes
China é o maior parceiro comercial do Brasil, com mais de US$ 150 bilhões em trocas comerciais em 2024, superando os EUA em exportações agrícolas e minerais.
Os Estados Unidos continuam sendo o principal destino das exportações industriais brasileiras, especialmente em setores como aeronáutica, tecnologia e farmacêuticos.
A popularidade de Lula subiu 3 pontos percentuais após o tarifaço imposto por Trump, segundo pesquisa do PL divulgada em agosto de 2025.
62% dos brasileiros afirmam que Lula não deveria disputar a reeleição em 2026, segundo o IPEC.
Contradições e paradoxos
A retórica de Lula contra o imperialismo americano contrasta com a dependência comercial do Brasil em relação aos EUA e à Europa.
Enquanto Trump impõe sanções ao Brasil, sua imagem entre setores conservadores brasileiros cresce, sendo visto como defensor das Forças Armadas e da soberania nacional.
Lula apoia Kamala Harris nas eleições americanas, rompendo com a tradição diplomática brasileira de neutralidade — o que pode gerar tensões se Trump vencer.
Impasses e tensões diplomáticas
A tarifação de produtos brasileiros por Trump, especialmente no setor agrícola, gerou prejuízos estimados em US$ 3,2 bilhões em 2025.
A aproximação com regimes autoritários como o de Nicolás Maduro e o apoio ao BRICS ampliado geram desconforto com Washington e Bruxelas.
A aliança ideológica entre Trump e Bolsonaro pode influenciar a política interna brasileira, especialmente na tentativa de reabilitação política do ex-presidente.
Exemplos emblemáticos
Eduardo Bolsonaro articulou sanções americanas contra o Brasil e contra o ministro Alexandre de Moraes, gerando uma crise diplomática sem precedentes.
A ofensiva comercial de Trump foi usada por Lula como símbolo de resistência nacional, fortalecendo sua imagem entre setores nacionalistas.
O apoio de Trump às Forças Armadas brasileiras é visto por analistas como tentativa de influenciar a política interna do Brasil, especialmente em temas como segurança e tecnologia militar.
Tendências e probabilidades
A eleição de Trump pode dificultar acordos de cooperação tecnológica e militar com o Brasil, especialmente em áreas como o programa espacial e o submarino nuclear.
A vitória de Kamala Harris, por outro lado, pode fortalecer agendas ambientais, sociais e de direitos humanos, alinhadas com o discurso internacional de Lula.
A disputa entre Kamala e Trump está acirrada: ambos têm cerca de 48% das intenções de voto, segundo média das últimas 13 pesquisas nos EUA.
* Com recursos de Inteligência Artificial
REFERÊNCIAS:


