Brechas Espirituais, Proteção Angelical e Batalha Invisível
- José Adauto Ribeiro da Cruz

- há 2 horas
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Adauto Jornalismo* com o canal @AdautoRibeiroReporter e @studio.MenteeTempo
Tem uma concorrente da senhora numa loja do lado que fez uma obra para te destruir, um trabalho para te destruir. E na hora que eu comecei a orar, ela vomitou no altar da igreja.
É uma coisa terrível, porque quando você fala “isso aqui é um inferno”, isso atrai. Todas as vezes que eu falei isso, me dei mal, então já repreendo.
Uma outra situação interessante que eu vivi foi uma vez em São Paulo, inverno frio e chuvoso. No final do culto, na época em que na Bola de Neve os cultos terminavam tarde, já era quase meia-noite. Eu estava pronto para ir embora quando uma senhorinha veio pedir oração.
Perguntei qual era o problema e ela disse que estava ficando possuída. Sem motivo aparente, tive um discernimento e perguntei se havia alguma concorrente dela no comércio. Ela confirmou. Então falei que essa concorrente havia feito um trabalho para destruí-la, mas que esse feitiço só pegou porque havia uma brecha.
Perguntei se ela cria que poderia ser liberta. Ela respondeu com firmeza: “Olha a chuva e o frio lá fora. Você acha que eu saí de casa para não ser liberta? É claro que eu creio.” Então começamos a orar. Naquele momento, ela alterou, começou a me xingar, me ameaçar, falando coisas terríveis com muito ódio na voz.
Depois desse dia, tive alguns ataques fortes e questões de saúde estranhas. Durante a oração, ela vomitou no altar da igreja e não havia ninguém para ajudar a limpar. Eu mesmo tive que limpar. No fim, ela disse que estava ótima e leve, e eu glorifiquei a Deus.
Foi a primeira vez que senti medo. Saí de carro, sozinho, tarde da noite, e lembrei das ameaças que o demônio tinha feito: destruir minha família, me matar, me odiar. Veio uma sensação pesada, mas lembrei que o medo é uma brecha.
Repreendi em nome de Jesus, declarei que estava guardado no esconderijo do Altíssimo e que nenhuma arma forjada contra mim prevaleceria. Mesmo assim, foi um ataque de medo.
Normalmente não sinto medo dessas coisas, já estou acostumado desde adolescente a ver manifestações. Mas dessa vez foi diferente. Talvez porque dei crédito às palavras ditas, talvez porque o demônio conhece cada detalhe do nosso jeito e percebe quando estamos vulneráveis, como um cachorro que sente o medo. Dirigindo sozinho, a rua parecia mais tenebrosa, e vieram pensamentos de perigo. Repreendi novamente em nome de Jesus e segui.
Isso serve de dica para não deixar o medo tomar conta. Depois, em cursos de libertação, aprendi mais sobre isso.
Uma pergunta feita foi: “Uma pessoa que nunca teve contato com espiritismo, magias ou coisas do tipo pode sofrer possessão demoníaca mesmo sem nunca ter mexido com isso?” Sim, pode. Existem casos em que alguém recebe uma comida enfeitiçada ou é consagrado sem saber. Muitas vezes acontece em relacionamentos amorosos.
Conheci um rapaz que namorava uma menina e, durante a relação sexual, ela ficava possuída. Ele percebeu que não estava se relacionando com ela, mas com um espírito. Quando quis terminar, ela disse que ele não podia deixá-la. Ele ficou com medo e acabou desenvolvendo feridas na pele, como lepra. Só foi curado quando procurou uma igreja.
Outra pergunta foi: “O mundo espiritual influencia o mundo físico o tempo todo ou existem momentos específicos de maior abertura?” A resposta é que influencia sempre, mas há momentos específicos. Por exemplo, às três da manhã. Muitos já acordaram nesse horário e ouviram que é a hora do demônio.
Existem duas explicações: primeiro, estatisticamente é o horário em que mais pessoas estão dormindo, e os intercessores também estão em repouso, o que dá mais liberdade espiritual. Segundo, porque as trevas copiam e invertem as coisas de Deus. Jesus morreu às três da tarde, então eles fazem o ápice dos cultos às três da manhã.
A Bíblia fala sobre ataques em horários específicos: a seta que voa ao meio-dia, o espírito que assola à meia-noite. Existem ataques ao meio-dia, à meia-noite e às três da tarde, porque cada momento tem sua simbologia espiritual.
Na noite no trem, estávamos super felizes, em lua de mel, dormindo numa cabine. Quando fechei os olhos, comecei a ver um monte de demônios. Pensei: “Logo hoje, vão me atormentar? Estou na lua de mel.”
Resolvi não falar nada para minha esposa, para não estragar o clima. Mas, de repente, ela mesma disse: “Vamos orar porque estou vendo um monte de demônios aqui.” Eu não tinha falado nada, mas confirmei: “Eu também vi, melhor orarmos.”
No cotidiano, às vezes, aparecem essas situações inesperadas. Mesmo em momentos de alegria, surgem ataques espirituais. Nessas horas, chamo os anjos, os guardas celestiais, pedindo ajuda em nome de Jesus, lembrando da promessa bíblica: “Aos seus anjos dará ordem para que não tropeces em nenhuma pedra.”
Quanto às visões, demônios são frequentes. Muitas vezes aparecem como silhuetas humanas, sombras sem forma definida. Não têm a aparência clássica de chifres, mas às vezes surgem como animais, como morcegos ou gatos.
Já vi em ambientes tensos, quando há uma atmosfera pesada, acompanhada de latidos de cachorros. Não se vê os animais, mas o barulho é constante. Muitas vezes, os animais percebem o que está acontecendo espiritualmente. Em várias situações de ataque, os cachorros da região começaram a latir, como se estivessem sentindo alguma presença.


