CRIMES POLICIAIS — Absolvição criminosa: Justiça Militar inocenta PMs acusados de fraudar cena da morte de Kathlen Romeu
- José Adauto Ribeiro da Cruz

- 7 de ago. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 13 de ago. de 2025

Adauto Jornalismo Policial*
Em uma decisão que reacende a dor e a indignação, a Auditoria da Justiça Militar absolveu, nesta terça-feira (5), por 4 votos a 1, o sargento Rafael Chaves Oliveira e os cabos Rodrigo Correia Frias e Marcos Felipe da Silva Salviano.
Eles eram acusados de alterar a cena do crime onde Kathlen Romeu, jovem de 24 anos e grávida de 14 semanas, foi morta por um tiro de fuzil no peito, em junho de 2021, no Complexo do Lins, zona norte do Rio de Janeiro.
Kathlen havia acabado de sair da casa da avó quando foi atingida. A denúncia do Ministério Público apontava que os militares teriam fraudado o local do assassinato, inserindo cápsulas de munição para simular confronto armado.
Apesar disso, os quatro oficiais militares que compunham o Conselho Especial votaram pela absolvição, contrariando o único voto pela condenação, do juiz Leonardo Picanço, que afirmou: “Houve inovação artificiosa no local do crime como comprovado nos autos. A prova técnica mostra que não houve confronto”.
Outros dois policiais — o capitão Jeanderson Corrêa Sodré e o cabo Cláudio da Silva Scanfela — também foram absolvidos por falta de provas. O Ministério Público informou que recorrerá da decisão, destacando que o julgamento tratou apenas da fraude processual.
O processo sobre o homicídio segue no Tribunal de Justiça, onde os PMs Rodrigo Frias e Marcos Salviano ainda enfrentarão júri popular pela morte de Kathlen.
A família da vítima, que há quatro anos clama por justiça, realizou um ato em frente ao Tribunal de Justiça horas antes do julgamento. A dor permanece viva, e o desfecho judicial reacende o debate sobre responsabilização e violência policial.
* Com recursos de Inteligência Artificial
REFERÊNCIAS:


