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CRIMES POLICIAIS — Coronel exonerado após operação com morte em festa junina no Morro Santo Amaro é nomeado para novo cargo na PM

  • Foto do escritor: José Adauto Ribeiro da Cruz
    José Adauto Ribeiro da Cruz
  • 9 de set. de 2025
  • 2 min de leitura
 — Imagens/Reprodução: Coronel exonerado após operação com morte em festa junina no Morro Santo Amaro é nomeado para novo cargo na PM.
— Imagens/Reprodução: Coronel exonerado após operação com morte em festa junina no Morro Santo Amaro é nomeado para novo cargo na PM.

Adauto Jornalismo Policial*


Três meses após ser exonerado do comando do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), o coronel Aristheu de Goes Lopes foi nomeado para o cargo de superintendente de Gestão Integrada da Polícia Militar. A nomeação ocorreu no dia 1º de setembro.


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O oficial havia sido afastado em junho, depois da morte de Herus Guimarães Mendes, de 24 anos, durante uma operação policial no Morro Santo Amaro, no Catete, Zona Sul do Rio.


O jovem trabalhava como office boy e participava da tradicional festa junina da comunidade, realizada há mais de 30 anos.


Na ocasião, moradores relataram que os policiais entraram atirando enquanto acontecia uma quadrilha junina. Já um PM, em depoimento à Polícia Civil, afirmou que reagiu a disparos feitos por traficantes. 


Em um primeiro momento, a corporação disse que seus agentes não atiraram na ocorrência.


No dia seguinte à operação, o governador Cláudio Castro determinou o afastamento de 12 policiais que participaram da ação, além do comandante do Comando de Operações Especiais (COE), coronel André Luiz de Souza Batista, e do próprio coronel Aristheu.


Na nova função, Aristheu passa a coordenar informações de diferentes órgãos — como saúde e trânsito — que chegam ao Centro Integrado de Comando e Controle (CICC).


A superintendência é responsável por monitorar incidentes em tempo real, apoiar decisões em situações de crise e avaliar os serviços do 190.


Em nota, a Polícia Militar informou que “não há qualquer determinação judicial que impeça o referido oficial da ativa de exercer a função policial” e que o inquérito policial militar sobre o caso foi concluído e encaminhado ao Ministério Público Militar.


A nomeação, no entanto, gerou críticas. O pai de Herus, Fernando Guimarães, disse:

"Ficamos surpresos, indignados, bastante chateados.


A comunidade Santo Amaro repudia essa nomeação. Ninguém do governo nos procurou, mas uma nomeação eles fazem antes do final do inquérito."


O Grupo de Atuação Especial em Segurança Pública do Ministério Público disse que já recebeu o Inquérito Policial Militar sobre o caso do Santo Amaro no dia 20 de agosto e que, além dessa, há outras duas investigações sobre o caso.



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REFERÊNCIAS:

                 

 
 
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