CRIMES POLICIAIS — Corregedoria e Direção da Polícia Civil reforçam compromisso com a ética ao substituir delegada investigada por vínculo com autor de homicídio
- José Adauto Ribeiro da Cruz

- 28 de ago. de 2025
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Adauto Jornalismo Policial*
Em mais uma ação que reafirma o compromisso da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) com a integridade institucional e a depuração de seus quadros, a delegada Ana Paula Lamego Balbino foi oficialmente substituída no Comitê de Ética em Pesquisa da Academia da Polícia Civil.
A medida, publicada no Diário Oficial do Estado nesta quinta-feira (28/8), ocorre em meio ao afastamento da servidora por licença médica e à investigação sobre sua possível ligação com o homicídio do gari Laudemir Fernandes, cometido por seu cônjuge, Renê da Silva Nogueira Júnior.
A substituição foi determinada pela delegada-geral Yukari Miyata, que tem conduzido com firmeza a política de responsabilização e higidez funcional da corporação. Embora o ato não especifique se a mudança é definitiva, a decisão representa um movimento claro da alta administração da PCMG em preservar os espaços institucionais de representação ética e científica de qualquer influência que possa comprometer a credibilidade da instituição.
Desde o início das investigações, a Corregedoria da Polícia Civil tem atuado com rigor técnico e imparcialidade, instaurando procedimento administrativo disciplinar e solicitando acesso a dados telemáticos da delegada e de seu cônjuge. O objetivo é apurar se houve omissão, favorecimento ou qualquer conduta incompatível com os princípios da legalidade, da moralidade e da ética funcional.
A delegada, que antes ocupava cargo de chefia na Delegacia de Combate à Violência Doméstica em Nova Lima, foi afastada por 60 dias para tratamento de saúde, conforme previsão legal. O afastamento, embora amparado por laudo médico, também serve para garantir a lisura das apurações e evitar qualquer interferência indevida no curso das investigações.
A arma de uso particular da servidora, supostamente utilizada no crime, foi incluída no inquérito conduzido pela Delegacia de Homicídios. A conclusão do procedimento está prevista para meados de setembro, e poderá subsidiar eventuais medidas disciplinares ou judiciais, conforme os desdobramentos da apuração.
A PCMG, por meio de sua Corregedoria e Direção-Geral, reafirma que não tolera desvios de conduta e que atua de forma firme e transparente para assegurar que seus quadros sejam compostos por profissionais comprometidos com a justiça, a ética e o respeito à sociedade.
A substituição da delegada em instância ética é mais uma demonstração de que a corporação não hesita em afastar de funções sensíveis qualquer servidor que esteja sob suspeita de envolvimento em atos que atentem contra os valores da instituição.
* Com suporte de IA Copilot fornecido pelo Microsoft
REFERÊNCIAS:



