top of page

CRIMES POLICIAIS — Família diz que homem em situação de rua morto pela PM em Sergipe não oferecia risco

  • Foto do escritor: José Adauto Ribeiro da Cruz
    José Adauto Ribeiro da Cruz
  • 4 de ago. de 2025
  • 2 min de leitura

Adauto Jornalismo Policial*


Vozes que ecoam além da bala: o drama de um silêncio forçado


O caso gerou comoção e exigência de explicações.
— Imagem/Reprodução: O caso gerou comoção e exigência de explicações.

No coração da madrugada, sob o frio concreto do centro de Aracaju, Luiz Maghave de Souza, 37 anos, encontrou um fim trágico. Sem armas, sem ameaças, apenas com a carga invisível da esquizofrenia e dos dias vividos entre as calçadas e os olhares indiferentes, Luiz foi morto ao tentar entrar em um prédio da Polícia Militar.


Seu corpo, descoberto por familiares apenas cinco dias depois pelas redes sociais, trazia sinais de um único disparo... e de um mundo que falhou em enxergar. Rasgado pelas roupas, pela dependência química, pela desorientação — pelas cicatrizes que não são vistas — Luiz não encontrou paciência, apenas protocolo.


A PM alega que houve ameaça, que houve avanço, que houve necessidade de defesa. Mas familiares e defensores dos direitos humanos se perguntam: quantas mortes mais serão justificadas com a frieza da linguagem técnica? Se fosse um empresário, o desfecho teria sido outro?


O caso gerou comoção e exigência de explicações. A pergunta que lateja nos bastidores institucionais e nas ruas é uma só: quem protege os desprotegidos?


“A pobreza e a loucura não podem ser tratadas como ameaça”, diz o MNPR (Movimento Nacional da População em Situação de Rua). Mas no Brasil, quantas vezes elas têm sido tratadas como alvo?


* Com recursos de Inteligência Artificial


 

 REFERÊNCIAS:

 
 
bottom of page