top of page

CRIMES POLICIAIS — Gravações revelam execução brutal e contradizem versão oficial da PM-SP

  • Foto do escritor: José Adauto Ribeiro da Cruz
    José Adauto Ribeiro da Cruz
  • 5 de ago. de 2025
  • 3 min de leitura

Atualizado: 13 de ago. de 2025

Preposto da PM de São Paulo se limita em tom lacônico a emitir sua opinião sobre este crime policial
— Imagem/Reprodução: Preposto da PM de São Paulo se limita em tom lacônico a emitir sua opinião sobre o crime policial.

Adauto Jornalismo Policial*


Execução à sombra do viaduto: um grito sufocado pela brutalidade


A sociedade brasileira assistiu estarrecida a mais um crime policial difícil de ser acobertado pela organização policial. Na noite de 13 de junho, sob o concreto frio do Viaduto 25 de Março, São Paulo testemunhou uma cena devastadora que as câmeras corporais jamais deveriam registrar: a morte covarde de Jeferson de Souza, um homem em situação de rua, alvejado com três disparos de fuzil – sem oferecer resistência, sem portar qualquer arma, sem chance de defesa.


Imagens desmentem PMs sobre execução com fuzil de morador de rua em SP e mostram vítima desarmada e acuada.


O registro da verdade que desmorona a mentira


• Nas imagens, Jeferson aparece acuado, chorando de mãos para trás.

• É colocado atrás de uma pilastra, isolado, rendido.

• Um dos PMs cobre a lente da câmera no instante exato dos tiros – um gesto que fala mais alto que qualquer justificativa.


Versão oficial: desmontada


• Os PMs disseram que a vítima tentou tomar uma arma.

• As imagens, porém, negam essa narrativa de maneira chocante: Jeferson está completamente rendido.

• O Estado, por meio de suas forças, matou quem já estava dominado – e tentou encobrir o crime com alegações sem provas.


Agora, prestam contas à Justiça


• Os policiais Alan Wallace e Danilo Gehring estão presos preventivamente, acusados de homicídio doloso, falsidade ideológica e obstrução da Justiça.

• O Ministério Público não poupa palavras: “sadismo, desprezo pelo ser humano, execução sumária.”


Uma morte que escancara


• O episódio revela não só a violência policial como também o desprezo institucional pela vida dos mais vulneráveis.

• Em um Brasil que vê o número de mortes por ações policiais crescer, a pergunta ecoa: quantos Jeferson ainda terão seus nomes apagados pela injustiça?


Se quiser transformar esse texto em um editorial, um roteiro de vídeo ou mesmo uma postagem de impacto nas redes sociais, posso te ajudar com isso também. Vamos ampliar esse grito.


Análise da face oculta da repressão: redes informais e a fabricação da mentira institucional


O episódio envolvendo o soldado Danilo — que fotografou a vítima e compartilhou a imagem com contatos pessoais — é mais do que um ato isolado. Ele revela um modus operandi sistêmico: a existência de redes informais dentro das PMs brasileiras, que operam como estruturas paralelas ao Estado, manipulando dados e narrativas sem qualquer controle institucional.


Rede paraestatal de desinformação


• Informações são coletadas e disseminadas por canais não oficiais, como grupos de WhatsApp, sem qualquer registro nas secretarias de segurança pública.

• Esses dados, muitas vezes truncados, imprecisos ou deliberadamente falsos, são usados para construir versões que legitimam ações violentas, como execuções sumárias.

• A alegação de que a vítima iniciou a agressão — desmentida pelas imagens — é um exemplo claro da fabricação de narrativas para justificar o injustificável.


A Mentira como ferramenta institucional


• A mentira não é apenas uma falha ética: ela se tornou instrumento recorrente para encobrir abusos, plantar provas e criminalizar vítimas, sejam culpadas ou inocentes.

• Casos de armas plantadas, boletins manipulados e testemunhos forjados são recorrentes e só agora vêm à tona graças às câmeras corporais e à vigilância urbana.


O Brasil e a vulnerabilidade à desinformação


• Segundo a OCDE, o Brasil é o país que mais acredita em fake news no mundo, com 57% da população incapaz de identificar conteúdo satírico como falso.

• Essa fragilidade informacional é explorada por agentes públicos que transformam a mentira em escudo institucional, perpetuando a impunidade.


O que está em jogo


• Não é apenas sobre um caso isolado, mas sobre um sistema que permite matar e mentir sem consequências.

• A existência dessas redes paraestatais dentro das PMs representa uma ameaça à transparência, à dignidade humana e ameaça a democracia e o Estado de Direito.



* Com recursos de Inteligência Artificial


  

REFERÊNCIAS:

 
 
bottom of page