CRIMES POLICIAIS — Investigador da PCMG morre em troca de tiros com policiais militares
- José Adauto Ribeiro da Cruz

- 27 de jan.
- 2 min de leitura

Adauto Jornalismo* com o canal @AdautoRibeiroReporter
O episódio envolvendo a morte do investigador da Polícia Civil em confronto com policiais militares não é apenas um caso isolado de violência, mas um sintoma de uma crise estrutural na Segurança Pública brasileira. Ele expõe falhas profundas que vão além do fato em si:
• Conflito institucional: O confronto entre duas forças policiais que deveriam atuar de forma integrada revela rivalidade histórica entre Polícia Civil e Polícia Militar. Essa disputa por protagonismo e poder fragiliza a cooperação e compromete a eficiência da segurança pública.
• Falta de coordenação: A ausência de protocolos claros para operações conjuntas e o improviso em situações de campo aumentam o risco de tragédias como esta.
• Polícia ultrapassada: O modelo policial brasileiro, dividido em duas corporações com funções sobrepostas, é considerado por especialistas como antiquado. Em vez de integração, há fragmentação e duplicidade de esforços.
• Decadência institucional: A dificuldade em responder de forma transparente e imediata — como mostra a nota evasiva e a falta de retorno da PMMG à imprensa — reforça a percepção de uma polícia distante da sociedade e pouco preparada para lidar com crises.
• Impacto na confiança pública: Quando agentes do Estado se tornam protagonistas de episódios violentos entre si, a população perde confiança na capacidade das instituições de garantir segurança e justiça.
Reflexo da crise mais ampla
Este caso é emblemático porque traduz em um único episódio vários problemas que vêm sendo denunciados há anos:
• Estrutura policial fragmentada e rivalizada.
• Falta de modernização e treinamento adequado.
• Ausência de mecanismos eficazes de controle e transparência.
• Crescente desgaste da imagem das forças de segurança perante a sociedade.
Síntese
A morte do investigador Roberto Rocha Nicastro em confronto com policiais militares não é apenas uma tragédia pessoal e institucional, mas também um retrato da crise sistêmica da Segurança Pública brasileira. O episódio escancara a necessidade urgente de reforma estrutural, integração das forças, modernização dos métodos e reconstrução da confiança social.

