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CRIMES POLICIAIS — Laudos indicam que a PM Gisele foi assassinada pelo tenente-coronel Geraldo Neto

  • há 4 dias
  • 2 min de leitura
 — Imagem/Reprodução: O oficial foi preso em flagrante na quarta-feira, 19 de março, sob suspeita de homicídio.
 — Imagem/Reprodução: O oficial foi preso em flagrante na quarta-feira, 19 de março, sob suspeita de homicídio.

Em menos de um mês, peritos do Instituto de Criminalística (IC) e do Instituto Médico Legal (IML) elaboraram cerca de 24 laudos para auxiliar a Polícia Civil nas investigações.


Com base nesses documentos, que somam aproximadamente 70 páginas de análises técnicas, a corporação concluiu que a policial militar Gisele Alves Santana (32) não tirou a própria vida, mas foi morta com um disparo na cabeça pelo marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto (53).


O oficial foi preso em flagrante na quarta-feira, 19 de março, sob suspeita de homicídio.


O crime ocorreu em 18 de fevereiro, no apartamento do casal no bairro do Brás, região central de São Paulo. Inicialmente tratado como suicídio e morte suspeita, o caso foi reclassificado como feminicídio após a conclusão do inquérito, encerrado em 17 de março.


A autoridade policial solicitou a prisão preventiva do coronel, além do indiciamento por feminicídio e por suposta fraude processual, devido a alterações na cena do crime.


Investigadores apontam que dois aspectos foram cruciais para descartar a hipótese de suicídio: a trajetória do disparo, que foi de baixo para cima, com o cano da arma encostado na cabeça da vítima, e a profundidade do ferimento.


Esses elementos foram identificados durante a perícia balística, enquanto exames de corpo de delito revelaram sinais de desmaio antes do disparo.


Entre os principais laudos que fundamentaram a conclusão estão:

  • Necroscópico: indicou marcas de dedos no pescoço de Gisele, sugerindo asfixia precedendo a morte.

  • Trajetória do disparo: comprovou o ângulo ascendente e o contato direto da arma com o crânio.

  • Exumação: viabilizou novos exames para detalhar lesões.

  • Toxicológico: não detectou álcool ou substâncias tóxicas no organismo.

  • Residuográfico: não encontrou pólvora nas mãos de Gisele nem do marido.

  • Perícia no local: ressaltou a postura incomum de a vítima segurar a arma após o disparo.


Na cena, luminol revelou manchas de sangue da policial no box do banheiro e em outros cômodos, indicando movimentação do corpo após o crime. Vizinhos relataram ter ouvido um tiro, mas o coronel só teria pedido socorro cerca de 29 minutos depois.


Além disso, ele afirmou que estava tomando banho no momento do disparo, enquanto socorristas registraram que seu corpo estava completamente seco ao chegar ao apartamento.

 
 
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