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CRIMES POLICIAIS — Ministro Zanin determina retirada de julgamento referente à antiga alta administração da PMDF da pauta do STF

  • Foto do escritor: José Adauto Ribeiro da Cruz
    José Adauto Ribeiro da Cruz
  • 7 de ago. de 2025
  • 2 min de leitura
STF: Ministro Zanin retira de pauta julgamento da antiga cúpula da PMDF.
—Imagem/Reprodução: STF: Ministro Zanin retira de pauta julgamento da antiga cúpula da PMDF.

Adauto Jornalismo Policial*


O ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, nesta quarta-feira (6), a retirada de pauta do julgamento dos ex-integrantes da alta administração da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). A sessão estava prevista para ocorrer em plenário virtual entre os dias 8 e 10 de agosto.


A decisão foi tomada após todas as defesas apresentarem previamente suas sustentações orais por meio de vídeos submetidos ao STF. Até o momento, o gabinete do ministro não se manifestou sobre os fundamentos que motivaram a retirada da matéria da pauta, conforme apuração da CNN Brasil.


Os réus no processo são: coronel Fábio Augusto Vieira (ex-comandante-geral), coronel Klepter Rosa Gonçalves (ex-subcomandante-geral), coronel Jorge Eduardo Barreto Naime, coronel Paulo José Ferreira de Sousa Bezerra, coronel Marcelo Casimiro Vasconcelos, major Flávio Silvestre de Alencar e tenente Rafael Pereira Martins.


Segundo denúncia formalizada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), os oficiais teriam incorrido em condutas omissivas durante os eventos de 8 de janeiro de 2023, ao supostamente se alinharem aos manifestantes acampados em Brasília e negligenciarem os deveres constitucionais de proteção institucional e manutenção da ordem pública.


As acusações incluem os seguintes tipos penais:


  • Omissão imprópria;

  • Tentativa de golpe de Estado;

  • Ato de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;

  • Dano qualificado pela violência e grave ameaça;

  • Emprego de substância inflamável contra patrimônio da União, com prejuízo relevante à vítima.


A relevância jurídica e institucional do julgamento é destacada por especialistas, que o consideram emblemático por envolver os primeiros agentes públicos a serem processados pelo STF no contexto da tentativa de ruptura democrática. A decisão poderá estabelecer precedentes para casos correlatos, como os que envolvem o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o ex-ajudante de ordens Mauro Cid, o general Walter Braga Netto e outros membros do chamado “núcleo 1” da ação penal sobre a trama golpista.


Para aprofundar o contexto e os desdobramentos, recomendo assistir:



* Com recursos de Inteligência Artificial


  

REFERÊNCIAS:

 
 
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