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CRIMES POLICIAIS — MPRJ prende 10 PMs em nova fase de operação contra segurança privada durante o expediente

  • Foto do escritor: José Adauto Ribeiro da Cruz
    José Adauto Ribeiro da Cruz
  • 15 de ago. de 2025
  • 2 min de leitura
   — Imagem/Reprodução: — Com apoio da Corregedoria-Geral da PM.
— Imagem/Reprodução: — Com apoio da Corregedoria-Geral da PM.

Operação Patrinus: 10 PMs presos por esquema de propina na Baixada Fluminense


Adauto Jornalismo Policial*


O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) prendeu nesta quinta-feira (14) 10 policiais militares em mais um desdobramento explosivo da Operação Patrinus, que investiga corrupção sistêmica no 39º BPM (Belford Roxo).


Promotores do Gaesp/MPRJ cumpriram mandados de prisão e busca e apreensão contra PMs acusados de integrar uma organização criminosa que cobrava propina semanal de comerciantes em troca de “proteção armada” — tudo durante o expediente, com viaturas, fardas e armas oficiais.


Mandados foram cumpridos em:

• Capital

• Duque de Caxias

• Belford Roxo

• Magé

• Nova Iguaçu

— Com apoio da Corregedoria-Geral da PM.


“Padrinhos” e proteção paga


Os lojistas que aderiam ao esquema eram chamados de “padrinhos”. Recebiam atenção especial dos policiais, que ajustavam rotas ostensivas para privilegiar seus comércios.


Segundo o MPRJ, o esquema era tão disseminado que um mesmo estabelecimento podia ser achacado por mais de um grupo de PMs.


Reincidência dentro do mesmo batalhão


Essa nova denúncia atinge outro setor do 39º BPM, diferente do grupo denunciado em julho de 2025, quando 11 PMs foram acusados por esquema semelhante.


A investigação aponta continuidade e ramificação interna da corrupção, com setores distintos operando sob o mesmo padrão de extorsão.


Histórico da Patrinus

Fase

Data

Alvos

Crimes

Maio/2024

13 PMs

Venda de armas e drogas, corrupção, peculato

Julho/2025

9 PMs

Segurança privada armada durante expediente

Agosto/2025

10 PMs

Propina semanal, extorsão, organização criminosa

Áudios revelam extorsão direta


Em um dos áudios obtidos pelos investigadores, um PM diz: “Tranquilo, padrinho. Cenzinho por semana, pô, só pra tomar uma água cara. É sem opressão, pô. Isso aqui não é milícia não, cara. Pior que milícia. Se não quiser dar os 100 vai dar m*rda.


A Operação Patrinus continua revelando uma subversão total da lógica da segurança pública, onde agentes da lei se comportam como milicianos — ou pior.


* Com recursos de Inteligência Artificial


  

REFERÊNCIAS:

 
 
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