CRIMES POLICIAIS — PM que baleou cantor João Igor alega ter cheirado odor de maconha em bagagem
- José Adauto Ribeiro da Cruz

- 31 de jul. de 2025
- 2 min de leitura
Adauto Jornalismo Policial*
Cantor gospel é baleado por PM após confusão em terminal rodoviário de São Paulo

O cantor gospel João Igor, de 26 anos, foi baleado por um policial militar na escada de um ônibus no Terminal da Barra Funda, zona oeste de São Paulo, na noite desta quarta-feira (30).
O episódio ocorreu durante uma abordagem policial que, segundo a versão oficial, foi motivada por suspeita de porte de drogas.
De acordo com relato do PM, que estava fardado e havia acabado de sair do serviço, o cantor e seu irmão foram abordados após ele perceber odor de maconha vindo da bagagem de ambos.
A situação teria evoluído para resistência e uma luta corporal entre os três, culminando com a queda na escada do coletivo e o disparo da arma, que atingiu João Igor.
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que a Polícia Civil e a Polícia Militar investigam o caso, registrado como resistência, lesão corporal decorrente de intervenção policial e localização/apreensão de objeto.
Ainda segundo a SSP, uma substância com características semelhantes à maconha foi localizada na bolsa do irmão do cantor, que não sofreu ferimentos.
A versão apresentada pela defesa diverge substancialmente. A advogada Aline Sousa alega que o policial se incomodou com o barulho da ligação por vídeo que o cantor fazia para sua namorada e tentou tomar o aparelho celular.
“Foi exatamente por causa disso que ele foi baleado pela primeira vez”, declarou. Testemunhas confirmam essa versão e apontam conduta agressiva e despreparada do PM.
O cantor foi socorrido e levado à Santa Casa de Misericórdia, sendo posteriormente transferido ao Hospital São Lucas.
Segundo a defesa, ele ainda se encontra em estado delicado, com hemorragia e uma bala alojada no corpo. O policial teve ferimentos na mão e recebeu atendimento na UPA da Lapa.
Exames periciais foram solicitados ao Instituto Médico Legal (IML) e ao Instituto de Criminalística (IC).
Apesar da voz de prisão ter sido dada ao cantor e ao irmão, ambos foram liberados após depoimento.
Com quase 1 milhão de seguidores nas redes sociais, João Igor ficou conhecido pelas lives em que canta nas ruas.
A advogada contesta qualquer tentativa de associar o cantor ao tráfico de drogas e afirma que os pertences dos irmãos foram expostos e manipulados por terceiros dentro do ônibus.
“É irresponsável sugerir tentativa de incriminação com base em objetos encontrados em um ambiente comprometido”, pontuou.
* Com recursos de Inteligência Artificial
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