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CRIMES POLICIAIS — Policial Militar de UPP é preso fazendo segurança do bicheiro Adilsinho

  • há 2 horas
  • 3 min de leitura
  — Imagem/Reprodução: Diego é lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Fazendinha, no Complexo do Alemão.
  — Imagem/Reprodução: Diego é lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Fazendinha, no Complexo do Alemão.

Adauto Jornalismo* com Inteligência Artificial e o canal @AdautoRibeiroReporter


O policial militar preso na mansão do bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, foi identificado como Diego D’arribada Rebello de Lima.


Os dois foram presos na manhã desta quinta-feira (26) em Cabo Frio, na Região dos Lagos. Adilsinho era o bicheiro mais procurado do Rio de Janeiro.


O PM, segundo a polícia, estava atuando como segurança dele. Diego é lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Fazendinha, no Complexo do Alemão.


A Polícia Militar ainda não tinha se posicionado até a última atualização da matéria. O g1 apurou que Diego ingressou na corporação em 2019 e não possui registros disciplinares na PM.


'Trabalho árduo', diz PF


Segundo o superintendente regional da Polícia Federal, Fábio Galvão, foram três tentativas até conseguirem prender o bicheiro, considerado pela polícia como "o mais sanguinário do jogo do bicho".


"É um trabalho árduo, muito difícil. Terceira tentativa de prisão, que é muito dificultado pela proteção, sobretudo de policiais, que goza principalmente a máfia do jogo do bicho. E hoje a gente conseguiu prender o mais sanguinário dos capos do jogo do bicho. Então foi um presente para a sociedade fluminense a prisão, um baque para a máfia do jogo do bicho", destacou Fábio.


O superintendente falou também da força conjunta para o sucesso da operação. "A gente já havia estourado três fábricas clandestinas de cigarro, que é um dos meios de dinheiro principal do bicheiro, fora as máquinas caça-níqueis e a exploração do jogo do bicho".


O secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, destacou ainda que Adilsinho é investigado por uma série de homicídios.


"Importante ressaltar que esse marginal é responsável por dezenas de homicídios investigados, homicídios de rivais, de pessoas de desafetos, de contraventores, de integrantes da máfia do cigarro e também de alguns policiais", disse Curi.


'Condição análoga à escravidão'


Fábio Galvão destacou também que uma das fábricas de cigarro clandestinas ligadas ao bicheiro mantinha estrangeiros trabalhando em condição análoga à escravidão.


"A gente, em uma delas, constatou a presença de mais de 20 paraguaios que estavam trabalhando em condição análoga à escravidão. Isso sem falar nas outras duas fábricas que a gente deu a batida e apreendeu todos os equipamentos, sobretudo na região da Baixada Fluminense".


A prisão foi feita em Cabo Frio, na Região dos Lagos fluminense, pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco/RJ) — composta por agentes da Polícia Federal (PF) e da Polícia Civil do RJ, com apoio do Ministério Público Federal (MPF). Um monitoramento por drones confirmou onde o contraventor estava.


Adilsinho faz parte da cúpula do jogo do bicho no Rio e controla áreas da Zona Sul, Centro e Zona Norte da capital. Ele ainda é apontado como o maior produtor e distribuidor de cigarros falsificados do estado.


O PM Diego D’arribada Rebello de Lima, que fazia a segurança de Adilsinho, também foi preso. Ele servia na UPP Fazendinha/Alemão.


Contra o contraventor havia pelo menos 4 mandados de prisão em aberto:


Na Justiça Federal, é apontado como chefe da máfia dos cigarros;


Na Justiça do RJ, responde como mandante da execução de Marco Antônio Figueiredo Martins, o Marquinhos Catiri, rival da contravenção;


Na Justiça do RJ, responde como mandante do assassinato de Fábio Alamar Leite;


Na Justiça do RJ, responde como mandante da morte de Fabrício Alves Martins de Oliveira.


A polícia ainda apura se Adilsinho está envolvido em pelo menos 20 crimes cometidos por um grupo de extermínio — entre homicídios e tentativas de assassinato.


O que diz a defesa de Adilsinho


O advogado de Adilsinho, Ricardo Braga, afirmou que “a prisão ocorreu com toda a tranquilidade, sem qualquer intercorrência. Ele continua confiando na Justiça e vai provar sua inocência nos processos que correm na Justiça”.


Segundo a defesa, Adilsinho estava se exercitando dentro da própria residência por orientação médica no momento da prisão.




 
 
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