CRIMES POLICIAIS — Policial é morta a tiros em Salvador e PM é suspeito do crime
- há 18 horas
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Alerta: o texto aborda violência contra a mulher, violência doméstica e feminicídio. Se você ou alguém que conhece está passando por esse tipo de situação, ligue 180 e denuncie.

—Jornalista José Adauto Ribeiro da Cruz
A policial militar Celeste Martins Oliveira do Nascimento, de 42 anos, foi morta a tiros na noite de sexta-feira, 3, no bairro do Barbalho, em Salvador. O caso é investigado pela Polícia Civil da Bahia como feminicídio.
O principal suspeito é o marido da vítima, João Marcelo Araújo Hermano, também policial militar. Após o crime, ele se apresentou espontaneamente ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), acompanhado de um advogado, e permanece à disposição da autoridade policial. A defesa não foi localizada pela reportagem.
Repercussão oficial
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) lamentou a morte da policial e manifestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas de farda. A pasta afirmou que todas as medidas necessárias para esclarecer o caso e responsabilizar o autor estão sendo adotadas pela Polícia Civil e pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT).
A SSP também reforçou que repudia “toda e qualquer forma de violência contra a mulher” e reiterou o compromisso com o combate ao feminicídio, considerado uma das prioridades da segurança pública no Estado.
A Polícia Militar da Bahia declarou que acompanha o caso e que adotará medidas administrativas cabíveis no âmbito da corporação, sem prejuízo da investigação criminal. Em comunicado, a instituição afirmou: “A Polícia Militar da Bahia lamenta profundamente a morte da policial militar e manifesta solidariedade aos seus familiares, amigos e companheiros de profissão, reafirmando seu compromisso com a legalidade, a preservação da vida e a rigorosa apuração dos fatos.”
Investigação
As circunstâncias e a motivação do crime ainda estão sendo apuradas pela Polícia Civil. Testemunhas estão sendo ouvidas e diligências foram iniciadas para esclarecer os detalhes do ocorrido. O caso reforça a gravidade da violência doméstica e da necessidade de políticas públicas mais eficazes no enfrentamento ao feminicídio.


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