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CRIMES POLICIAIS — Quinze PMs do Espírito Santo são afastados por proteger o crime organizado

  • Foto do escritor: José Adauto Ribeiro da Cruz
    José Adauto Ribeiro da Cruz
  • 31 de jul. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: 13 de ago. de 2025

Adauto Jornalismo Policial*


Escândalo na Segurança Pública: 15 PMs são afastados por suspeita de proteger facções no Espírito Santo


Edifício sede do MPES.
— Imagem/Reprodução/Divulgação: Edifício sede do MPES.

Quinze policiais militares do Espírito Santo foram afastados de suas funções por suspeita de envolvimento com facções criminosas e o tráfico de drogas.


Os afastamentos ocorreram durante uma megaoperação deflagrada na manhã desta quarta-feira (30), em quatro cidades da Grande Vitória: Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica.


Segundo as investigações, os agentes teriam recebido propina em troca de proteção a integrantes de organizações criminosas violentas.


Além disso, são acusados de comercializar drogas apreendidas em ações policiais e de ocultar os lucros ilícitos por meio de terceiros.


A força-tarefa, coordenada pelo Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) e pela Polícia Militar, cumpriu simultaneamente 6 mandados de prisão preventiva e 31 mandados de busca e apreensão. Ao todo, 22 pessoas são investigadas, incluindo os 15 policiais e outras sete pessoas físicas.


Força-Tarefa MPES/GAECO.
— Imagem/Reprodução/Divulgação: Força-Tarefa MPES/GAECO.

Como medida cautelar, oito investigados estão proibidos de entrar em locais como presídios e quartéis. Os nomes dos PMs envolvidos não foram divulgados devido ao segredo de justiça que envolve o caso.


As operações foram conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPES), Promotorias de Justiça Militar e Criminal de Vitória, Corregedoria da Polícia Militar e o Núcleo de Inteligência da Assessoria Militar do MPES.


As apurações, iniciadas em 2025, apontam indícios de corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e até agiotagem envolvendo policiais militares e civis.


O Ministério Público destacou que as medidas visam interromper o funcionamento do esquema criminoso, preservar provas essenciais e garantir a responsabilização penal e patrimonial dos envolvidos.


Ao todo, participaram da operação 10 Promotores de Justiça e cerca de 120 policiais militares do setor correcional e da Assessoria Militar do MPES — uma das maiores mobilizações contra a corrupção policial já registradas no estado.


* Com recursos de Inteligência Artificial



REFERÊNCIAS:


 
 
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