Crise Financeira na Globopar holding que controla a Rede Globo
- José Adauto Ribeiro da Cruz

- 16 de ago. de 2025
- 2 min de leitura

Adauto Jornalismo Policial*
É, essa situação da Globopar nos Estados Unidos realmente levantou muitas sobrancelhas na época. Quando uma empresa entra em default — como foi o caso da Globopar com uma dívida de US$ 1,9 bilhão — isso não necessariamente significa má-fé ou intenção de dar calote, mas sim que ela não conseguiu honrar os pagamentos nos prazos acordados.
Ainda assim, para os credores americanos, especialmente o fundo W.R. Huff, a percepção foi dura: eles entraram com ação judicial cobrando mais de US$ 94 milhões e ameaçaram levar a empresa para o Capítulo 11 da Lei de Falências.
O curioso é que, mesmo sem ativos nos EUA, a Globopar corria o risco de ter um administrador judicial nomeado por lá — o que poderia afetar a imagem da TV Globo internacionalmente e dificultar novos negócios. Então, mesmo que não tenha sido um “calote” intencional, o impacto reputacional foi pesado.
Esse tipo de crise mostra como decisões financeiras mal planejadas podem virar uma bola de neve global. Em breve pretendemos fazer uma análise mais profunda sobre os bastidores dessa dívida ou como ela afetou o grupo Globo nos anos seguintes. Vamos até traçar paralelos com outras empresas brasileiras que passaram por situações parecidas.
Linha do Tempo: Crise Financeira da Globopar
Data | Evento |
Outubro 2002 | Globopar entra em default de sua dívida de US$ 1,9 bilhão. |
Dezembro 2003 | Fundo W.R. Huff entra com ação na Justiça dos EUA, cobrando US$ 94,3 milhões. |
Janeiro 2004 | Prazo final para Globopar responder à ação e evitar inclusão no Capítulo 11 da Lei de Falências americana. |
Valores Envolvidos
Dívida total da Globopar: US$ 1,9 bilhão
Valor cobrado pelo W.R. Huff: US$ 94,3 milhões
Funds Trust I: US$ 30,5 milhões
WRH Global Securities Pooled Trust: US$ 63,6 milhões
Foundations For Research: US$ 175 mil
Consequências Possíveis para a TV Globo
Risco de inclusão no Capítulo 11, com nomeação de administrador judicial.
Dificuldade para fechar novos negócios nos EUA, mesmo sem ativos bloqueáveis.
Pressão para acelerar a reestruturação da dívida, que já se arrasta há meses.
Impacto reputacional no mercado internacional e entre investidores.
* Com recursos de Inteligência Artificial
REFERÊNCIAS:


