SEGURANÇA PÚBLICA — Crítica às Falhas Operacionais dos Aeroportos Brasileiros e à Ineficácia Policial
- José Adauto Ribeiro da Cruz

- 22 de jul. de 2025
- 3 min de leitura
Atualizado: 13 de ago. de 2025

Aeroportos como Zona de Risco: A Fragilidade da Segurança e a Lenta Resposta da Polícia Federal Expõem Viajantes ao Crime e à Injustiça
O caso envolvendo a prisão injusta de duas brasileiras na Alemanha após a troca fraudulenta de etiquetas de bagagens no Aeroporto de Guarulhos expõe de forma dolorosa e escandalosa as deficiências estruturais e operacionais dos aeroportos brasileiros.
Mais do que um simples incidente isolado, esse episódio revela um sistema vulnerável à infiltração criminosa, à negligência das autoridades e à ausência de mecanismos eficazes de proteção aos passageiros.

Falhas Graves na Segurança Operacional
Falta de controle no acesso a áreas restritas: Os vídeos exibidos mostram funcionários trocando etiquetas de malas em áreas teoricamente monitoradas, sem qualquer impedimento. Se essas zonas não possuem controle efetivo, a integridade dos processos de embarque está comprometida.
Conivência ou negligência dos funcionários: A ação coordenada para fraudar bagagens exige acesso privilegiado e tempo. Isso levanta suspeitas sobre o treinamento dos colaboradores e a cultura de segurança interna.
Monitoramento ineficaz por câmeras: Mesmo sendo áreas com câmeras, a fraude só foi descoberta posteriormente e não foi evitada em tempo real. Isso sugere falhas nos protocolos de vigilância ativa.
Ausência de verificação rigorosa das etiquetas e dos passageiros: O fato de criminosos despacharem malas sem embarcarem e serem ignorados pelo sistema indica que há um descompasso entre o embarque físico e o controle das bagagens.
Atuação Tardia e Limitada da Polícia Federal
Apesar da desarticulação posterior da quadrilha e da prisão de seus integrantes, é impossível ignorar a gravidade do erro cometido:
Falta de prevenção e investigação proativa: A PF só agiu após a repercussão internacional e a prisão injusta das brasileiras. É inadmissível que uma quadrilha opere repetidamente dentro de um dos maiores aeroportos do país sem ser detectada.
Ausência de mecanismos de resposta rápida: As vítimas passaram 38 dias em um presídio estrangeiro antes de serem liberadas. A PF deveria ter meios diplomáticos e jurídicos mais ágeis para intervir nesses casos.
Comunicação ineficiente com autoridades internacionais: A demora na liberação das vítimas revela uma lacuna na articulação entre o Brasil e autoridades estrangeiras em casos de flagrante erro judicial.
Responsabilidade pela reparação e justiça: Embora os criminosos tenham sido condenados, ainda não se fala em reparação adequada às vítimas ou em responsabilização de funcionários públicos envolvidos por omissão.
Reflexão Social e Política
Esse caso suscita reflexões profundas sobre o modelo de segurança aeroportuária e o papel das autoridades:
A existência de quadrilhas com atuação rotineira em aeroportos indica não apenas falha pontual, mas uma brecha estrutural que coloca cidadãos inocentes em risco constante.
A negligência institucional é tão criminosa quanto a ação dos criminosos: a dor vivida por Kátyna Baía e Jeanne Paolini é uma consequência direta da incompetência sistêmica que não pode ser ignorada ou relativizada.
A sociedade brasileira precisa cobrar transparência, revisão de protocolos e responsabilização das instituições envolvidas. Seguir como se esse caso fosse exceção seria perpetuar um modelo de impunidade.
* Com recursos de Inteligência Artificial
REFERÊNCIAS:


