Cuba na Mira — A Nova Estratégia de Trump
- há 1 dia
- 4 min de leitura
Cuba é a próxima. Apesar da paralisação democrata da esquerda radical, Donald Trump afirmou que continuará a defender a fronteira. O anúncio oficial de que os Estados Unidos poderiam invadir Cuba gerou tensão imediata na América Latina.
A situação se agravou quando fontes revelaram que o governo americano avalia classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas, medida vista como inevitável.
A declaração de Trump, feita em 27 de março durante um fórum de investimentos em Miami, surpreendeu o mundo e reacendeu debates sobre o futuro da ilha. Após elogiar ações militares recentes na Venezuela e no Irã, o presidente soltou uma frase que ecoou como aviso:
“Eu construí esse grande exército. Eu disse que vocês nunca vão precisar usá-lo, mas às vezes temos que usar. E Cuba é a próxima. Mas finjam que eu não disse isso.”
O contexto não é novo, mas ganhou força nos últimos meses, em meio à grave crise econômica e humanitária cubana, marcada por apagões, falta de combustível, escassez de remédios e alimentos.
O apoio venezuelano, que por décadas sustentou o governo de Miguel Díaz-Canel, secou após operações americanas em Caracas no início de 2026.
Em fevereiro, um incidente envolvendo a guarda costeira cubana, que matou quatro tripulantes de uma lancha registrada nos EUA, aumentou a tensão. Trump falou abertamente em uma possível tomada de poder amigável ou mudança profunda no sistema.
O secretário de Estado, Marco Rubio, reforçou o recado durante reunião do G7 em Paris, defendendo que talvez seja o momento para uma mudança de regime em Cuba.
Do lado cubano, a reação foi imediata: o vice-ministro Carlos Fernandez de Cosil declarou que as forças armadas estão em alerta máximo, enquanto Díaz-Canel acusou os EUA de ameaçarem a ordem constitucional quase diariamente.
Tudo isso faz parte da estratégia maior batizada de “Corolário Trump”, uma atualização da Doutrina Monroe de 1823, incorporada à estratégia de segurança nacional de 2025.
O foco é “America First”: restaurar a preeminência dos EUA no hemisfério ocidental, conter a influência de China, Rússia e Irã, controlar migração e narcotráfico e garantir acesso a recursos estratégicos.
A operação que removeu Nicolás Maduro da Venezuela foi o primeiro teste prático. Cuba aparece agora como próximo passo lógico.
Washington quer um continente sem governos hostis ou ineficientes que sirvam de base para potências rivais. O tom de Trump indica que pressão máxima — econômica, diplomática ou militar — está sobre a mesa.
Enquanto o mundo digeria as ameaças a Havana, outra notícia explosiva surgiu: o governo americano avalia classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas internacionais.
A medida teria sido impulsionada por lobby direto de Flávio e Eduardo Bolsonaro em Washington. Se aprovada, daria aos EUA poderes extraordinários: sanções financeiras globais, congelamento de bens, cooperação militar e até ações conjuntas além da diplomacia tradicional.
A notícia gerou preocupação em Brasília. Autoridades temem interferência externa na política interna, especialmente às vésperas de eleições, e receiam que o movimento favoreça politicamente Flávio Bolsonaro.
Críticos alertam que rotular o PCC e o CV como terroristas abriria precedente para atuação direta dos EUA em solo brasileiro, com impacto na soberania e na economia. Bancos e empresas poderiam sofrer sanções secundárias.
Por outro lado, defensores da medida veem nela uma chance real de vitória contra o crime organizado, que já opera como multinacional do narcotráfico, com tentáculos na América Latina, Europa e África.
A classificação facilitaria rastreamento financeiro global, extradições rápidas e operações conjuntas.
Especialistas, no entanto, alertam para os riscos. O promotor Lincoln Gquá, do Ministério Público de São Paulo, afirmou que a mudança traria mais prejuízos do que benefícios, transformando a segurança pública brasileira em assunto de segurança nacional americana.
Além disso, o histórico de intervenções dos EUA na região mostra que muitas vezes o remédio pode ser pior que a doença, gerando reações nacionalistas e fortalecendo narrativas anti-imperialistas.
No fim das contas, o que estamos vendo é um realinhamento profundo na América Latina. A doutrina Trump não é retórica vazia: ela já produziu resultados concretos na Venezuela e agora avança sobre Cuba e o crime organizado brasileiro. Para os cubanos, o muro de Havana pode estar rachando de verdade depois de 67 anos.
Para o Brasil, a possível classificação do PCC e do CV como organizações terroristas representa um divisor de águas. Mais ferramentas contra o crime ou mais interferência externa.
Os argumentos a favor são claros: combate efetivo ao narcotráfico que já controla partes do território nacional. Os contra também são evidentes: soberania em risco, possível uso político interno e complexidades que não resolvem as raízes da violência, como pobreza, corrupção e falhas no sistema prisional.
Trump joga pesado, como sempre. “Cuba é a próxima”, ele disse. E silenciosamente o Brasil entra na equação por outro caminho.
O hemisfério está mudando rápido. Se o regime cubano cair ou se as facções brasileiras forem tratadas como inimigos globais, o custo será alto, mas as consequências podem ser históricas — para o bem ou para o mal.
O tempo, como sempre, dirá quem acerta. Mas uma coisa é certa: a pressão máxima está acontecendo agora em tempo real, e o Brasil não está fora do jogo.

