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Estados Unidos reagem militarmente contra o fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã

  • há 21 horas
  • 4 min de leitura
 — Imagem/Reprodução: ACABOU PRO IRÃ! ESTREITO DE HORMUZ FECHADO E DEZENAS DE CAÇAS SÃO ACIONADOS.

O Irã acaba de fechar o Estreito de Ormus, uma das principais rotas marítimas de petróleo do mundo, e os Estados Unidos começaram a deslocar dezenas de caças furtivos para aquela região.


Hoje, dia 17, em uma escalada dramática das tensões no Oriente Médio, o Irã anunciou o fechamento parcial do estreito nesta terça-feira, citando exercícios militares em andamento como justificativa para a medida.


A ação realizada pela Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica interrompeu o tráfego em sessões chave do estreito por várias horas, afetando uma das rotas mais vitais para o transporte global de petróleo e gás natural. Autoridades iranianas afirmaram que o fechamento é temporário e visa testar a prontidão das forças contra possíveis ameaças à segurança, mas analistas internacionais veem isso como uma demonstração de força em meio às negociações nucleares com os Estados Unidos que ocorrem simultaneamente em Genebra.


O Estreito de Ormus, que conecta o Golfo Pérsico ao Mar Arábico, é responsável por cerca de 20% do petróleo mundial transportado por via marítima, incluindo suprimentos de produtores como Arábia Saudita, Iraque e Emirados Árabes Unidos. Qualquer interrupção prolongada poderia redisparar os preços globais de energia e gerar impactos econômicos em cascata.


A agência de notícias estatal iraniana Fars descreveu os exercícios batizados de “controle inteligente do estreito de Ormus” como uma operação multifásica envolvendo mísseis, navios rápidos e drones, com o objetivo de simular respostas a incursões estrangeiras. O comandante da Guarda Revolucionária, General Mohamadak Barzader, declarou que todas as embarcações estrangeiras na região estão sob vigilância total e que as forças iranianas estão preparadas para qualquer ameaça.


Logo após o anúncio do fechamento, as movimentações militares dos Estados Unidos na região intensificaram-se, elevando o risco de confronto. O porta-aviões Abraham Lincoln, acompanhado por um grupo de ataque composto por destroyeres, cruzadores e dezenas de caças, posicionou-se no Mar Arábico a aproximadamente 700 km da costa iraniana desde o final de janeiro. Essa presença foi reforçada pela chegada iminente do USS Gerald R. Ford, o maior porta-aviões do mundo, que atravessou o estreito de Gibraltar e segue rumo ao Oriente Médio. Fontes do Pentágono confirmaram que o Ford carrega milhares de tropas, jatos de combate avançados como F-35 e F/A-18, além de sistemas de defesa antiaérea.


Além dos navios, os Estados Unidos despacharam um contingente aéreo significativo, incluindo caças que decolaram da base aérea de Langley na Virgínia, passando pela base aérea de Lakenheath no Reino Unido, com apoio de reabastecedores aéreos. Esses aviões estão sendo posicionados em bases aliadas na Jordânia, Qatar e Emirados Árabes Unidos, prontos para operações potenciais. Sistemas de defesa como THAAD e Patriot também foram implantados para proteger ativos americanos contra mísseis iranianos.


O presidente Donald Trump, em declarações recentes a bordo do Air Force One, descreveu essas movimentações como uma armada maciça destinada a pressionar o Irã, afirmando que se as negociações falharem, os Estados Unidos estão preparados para ações que destruam as capacidades nucleares iranianas. A situação está em níveis altíssimos de tensão, com ambos os lados trocando ameaças diretas.


O líder supremo do Irã, Ayatolá Hamenei, em um discurso televisionado em Teerã, desafiou Trump ao afirmar que os Estados Unidos falharam em derrubar a República Islâmica por 47 anos e que o atual presidente também não conseguirá. Hamenei ameaçou explicitamente afundar porta-aviões americanos como o Abraham Lincoln, declarando que o exército mais forte do mundo pode levar um tapa tão forte que não consiga se levantar. Ele enfatizou que o programa de mísseis balísticos do Irã é essencial para dissuasão e não será incluído nas negociações que se limitam ao programa nuclear.


Do lado dos Estados Unidos, Trump alterna entre otimismo e advertências severas. Ele mencionou estar envolvido indiretamente nas tratativas e criticou os iranianos como maus negociadores, referindo-se a ataques anteriores com bombardeiros B-2 que visaram instalações nucleares iranianas. “Não acho que eles queiram as consequências de não fechar um acordo”, disse ele a repórteres. Trump também endossou abertamente a ideia de mudança de regime no Irã, chamando-a de a melhor coisa que poderia acontecer ao país em meio a protestos internos contra o governo.


As negociações em Genebra, mediadas por Omã, envolvem delegações dos Estados Unidos, lideradas pelo enviado especial Steve Whtkov e Jared Kushner, e representantes iranianos, incluindo o chanceler Abas Aragti. O foco é limitar o enriquecimento de urânio no Irã, que possui cerca de 440 kg a 60% de pureza, próximo ao nível necessário para uma bomba nuclear. Segundo a Agência Internacional de Energia Atômica, o Irã ofereceu diluir seu estoque e permitir inspeções em troca de alívio das sanções, mas rejeita demandas mais amplas sobre mísseis e apoio a grupos armados regionais. Autoridades americanas afirmam que um alívio amplo das sanções não está em discussão. O Wall Street Journal reportou que o Irã propôs suspender o enriquecimento por até três anos, proposta recebida com ceticismo.


Enquanto isso, aliados dos Estados Unidos, como o Reino Unido, posicionaram caças Typhoon em bases no Qatar, e exercícios conjuntos com Rússia e China no estreito de Ormus estão planejados para breve, complicando ainda mais o cenário. Mercados globais reagiram com volatilidade. Os preços do petróleo subiram 5% nesta terça-feira e investidores monitoram de perto o risco de interrupções no fluxo de energia. O Departamento de Transporte dos Estados Unidos emitiu alertas para navios de bandeira americana evitarem águas territoriais iranianas e negarem permissão para abordagens da Guarda Revolucionária, citando riscos de apreensão.


Analistas alertam que uma falha nas negociações poderia levar a um conflito prolongado e custoso, com o Irã prometendo respostas assimétricas, incluindo ataques a bases americanas e perturbações no tráfego marítimo. O presidente iraniano Massud Pezesquian afirmou que o país está aberto a exigências realistas, mas não cederá a pressões excessivas. Com forças militares de ambos os lados em alerta máximo, o mundo observa Genebra com apreensão, temendo que a diplomacia dê lugar a uma guerra que poderia desestabilizar o Oriente Médio e a economia global.




 
 
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