Pesquisador brasileiro ganhou prêmio na Alemanha com pesquisa de IA
- há 21 horas
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Francisco Rodrigues desenvolve método para diagnosticar transtornos mentais com ajuda da inteligência artificial.
Inteligência Artificial no Diagnóstico de Transtornos Mentais
Métodos baseados em inteligência artificial (IA) estão mostrando resultados impressionantes na área da saúde mental. Pesquisas lideradas por Francisco Rodrigues, da Universidade de São Paulo (USP), revelam que algoritmos treinados com imagens de ressonância magnética podem identificar condições mentais com mais de 90% de acerto.
Esses estudos, publicados em revistas científicas como Nature e PLOS One, demonstram que a IA consegue mapear regiões cerebrais alteradas em pacientes com epilepsia, autismo ou esquizofrenia, oferecendo pistas valiosas para diagnósticos mais precisos.
Por que isso importa?
• Diagnóstico precoce: A IA pode ajudar a identificar transtornos ainda em fases iniciais, quando os sintomas são sutis.
• Apoio aos profissionais: Psicólogos e psiquiatras terão ferramentas adicionais para diferenciar condições com sintomas semelhantes.
• Impacto social: No Brasil, milhões convivem com TEA, esquizofrenia ou demências. A tecnologia pode transformar a forma como essas condições são detectadas e tratadas.
Desafios e próximos passos
• Coleta de dados: Exames como EEG e ressonância são difíceis de realizar em larga escala.
• Colaboração internacional: Rodrigues busca ampliar a base de dados em parceria com cientistas da Alemanha, utilizando minicérebros e organoides como modelos experimentais.
• Horizonte futuro: Um protocolo geral de diagnóstico automático pode estar disponível em até dez anos, após validações regulatórias.
Incentivo à Pesquisa
A inteligência artificial não substitui o olhar humano, mas amplia as possibilidades de compreensão da mente. Investir em ciência e dados é investir em um futuro onde diagnósticos sejam mais rápidos, precisos e acessíveis.

