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GEOPOLÍTICA — Celso Amorim leva a sério as ameaças do presidente Donald Trump

  • Foto do escritor: José Adauto Ribeiro da Cruz
    José Adauto Ribeiro da Cruz
  • 10 de set. de 2025
  • 3 min de leitura
— Reprodução/Imagem meramente ilustrativa: Celso Amorim e presidente Lula.
 — Reprodução/Imagem meramente ilustrativa: Ex-chanceler Celso Amorim e o presidente Lula.

Amorim é cauteloso sobre a fala da Casa Branca sobre uso de força militar: “A diferença entre uma bravata e uma ameaça é sutil”


O ex-chanceler Celso Amorim expressou preocupação nesta quarta-feira (10) diante da declaração feita por Karoline Leavitt, porta-voz da Casa Branca, sobre o possível uso do poder militar dos Estados Unidos em defesa da liberdade de expressão.


A fala, feita em resposta a uma pergunta sobre o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), gerou reações imediatas no meio diplomático brasileiro.


“— Posso te dizer que esta é uma prioridade para nossa administração e que o presidente não está com medo de usar o poderio econômico e militar dos EUA para proteger a liberdade de expressão no mundo” — afirmou Leavitt.


A declaração foi considerada por Amorim como preocupante, sobretudo pelo tom adotado. “— A diferença entre uma ‘bravata’ e uma ‘ameaça’ é muitas vezes sutil”, disse o diplomata, que atualmente atua como assessor especial de assuntos internacionais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).


Questionado pelo jornalista Igor Gadelha, do site Metrópoles, sobre como classificaria a fala, Amorim respondeu: “— Para bom entendedor…”


Apesar de não acreditar que os Estados Unidos cometeriam a “loucura” de atacar militarmente o Brasil em função do julgamento de Bolsonaro, Amorim destacou que a simples menção ao uso da força já representa uma violação aos princípios do Direito Internacional.


“— A mera ameaça do uso da força, ainda que retórica, é contrária aos princípios básicos do Direito Internacional e à Carta da ONU” — observou.


Especialistas em relações internacionais também se manifestaram com cautela.


Segundo o professor Carlos Poggio, da PUC-SP, a declaração de Leavitt foi “impetuosa” e sem base estratégica clara. “— É a administração que usa palavras sem o menor nível de cuidado” — afirmou.


Poggio lembrou que o governo Trump tem histórico de ameaças não concretizadas, citando como exemplo a postura frente à Rússia. “— A Rússia continua bombardeando. É um governo que não tem credibilidade naquilo que concebe as palavras” — concluiu.


O Itamaraty emitiu nota oficial repudiando qualquer tentativa de intimidação por meio de sanções econômicas ou ameaças militares. A nota reafirma que os Poderes do Brasil não se deixarão intimidar por ataques à soberania nacional.


A cientista política Camila Rocha, do Cebrap, também alertou para a necessidade de atenção diante do cenário. “— Nada é falado à toa. O Brasil é um país que tem uma série de recursos estratégicos, que podem sim vir a ser alvo de disputa” — pontuou.


Diante da escalada retórica, autoridades brasileiras reforçam a importância de manter o diálogo diplomático e de preservar os princípios da soberania e da não intervenção. A situação exige vigilância, mas também prudência — especialmente em um cenário internacional cada vez mais imprevisível.


Se quiser, posso adaptar esse texto para publicação em veículos institucionais, como boletins diplomáticos ou comunicados oficiais. Deseja seguir por esse caminho?




* With AI Copilot support provided by Microsoft


 

REFERÊNCIAS:

                 

 
 
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