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GEOPOLÍTICA — Cúpula do Exército não teme uma intervenção dos EUA caso Bolsonaro seja condenado

  • Foto do escritor: José Adauto Ribeiro da Cruz
    José Adauto Ribeiro da Cruz
  • 10 de set. de 2025
  • 2 min de leitura
   — Reprodução/Imagem meramente ilustrativa: Forças Armadas Brasil.
   — Reprodução/Imagem meramente ilustrativa: Forças Armadas Brasil.

Adauto Jornalismo Policial*


Integrantes do Ministério da Defesa e da cúpula do Exército afirmaram nesta terça-feira (10) que “não acreditam” que os Estados Unidos cumpram a ameaça feita pela Casa Branca de usar seu poderio militar contra o Brasil.


Para oficiais de alta patente ouvidos, “não existe possibilidade” de o país norte-americano adotar qualquer medida dessa natureza.


A declaração que gerou repercussão partiu da secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, que, em tese, fala em nome do presidente Donald Trump.


Ao ser questionada sobre o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Leavitt afirmou:


“Posso te dizer que essa é uma prioridade para nossa administração e que o presidente não está com medo de usar o poderio econômico e militar dos EUA para proteger a liberdade de expressão no mundo.”


Cautela


Apesar do tom duro, a fala foi recebida com cautela em Brasília. No Exército, a orientação foi o silêncio. Generais ressaltaram que não cabe resposta na esfera militar, já que historicamente há tradição de respeito e cooperação entre as Forças Armadas dos dois países.


Segundo eles, eventuais manifestações devem ocorrer no mesmo nível hierárquico, cabendo ao ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Sidônio Palmeira, a condução da reação.


Críticos da fala de Leavitt lembram que, apesar de se colocar como guardião da liberdade de expressão, o governo Trump mantém relações com regimes autoritários, como a Arábia Saudita, e já foi acusado de censura dentro dos Estados Unidos, monitorando posições políticas de estudantes universitários e interferindo na gestão de museus.


As informações são da coluna de Carla Araújo, no UOL.


Nota da Secom e Itamaraty


Na noite desta terça-feira (9), a Secom e o Ministério das Relações Exteriores divulgaram uma nota conjunta “em defesa da democracia brasileira”, em resposta direta ao governo Trump:


“O governo brasileiro condena o uso de sanções econômicas ou ameaças de uso da força contra a nossa democracia. O primeiro passo para proteger a liberdade de expressão é justamente defender a democracia e respeitar a vontade popular expressa nas urnas. É esse o dever dos três Poderes da República, que não se intimidarão por qualquer forma de atentado à nossa soberania”, diz o texto.


A nota também repudia “a tentativa de forças antidemocráticas de instrumentalizar governos estrangeiros para coagir as instituições nacionais”.



* With AI Copilot support provided by Microsoft


 

REFERÊNCIAS:

                 

 
 
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