Geopolítica em Chamas: O Custo do Enfrentamento com Washington
- José Adauto Ribeiro da Cruz

- 14 de set. de 2025
- 5 min de leitura
Em uma entrevista recente, ele mandou um recado direto aos Estados Unidos, a maior potência militar do planeta, prometendo revidar qualquer ação, seja econômica ou até militar, que venha de Donald Trump, o atual presidente americano.
Mas convenhamos, essa bravata soa como um blefe perigoso. Com as Forças Armadas Brasileiras sucateadas, um alinhamento duvidoso com ditaduras como a da Venezuela e um Supremo Tribunal Federal (STF) acusado de partidarismo, Lula ignora a diplomacia e parte para uma briga verbal que pode custar caro ao país.
Como chegamos a esse ponto? E por que o Brasil, que deveria buscar parcerias estratégicas, parece estar cavando sua própria cova? Vamos desenrolar essa história com calma, porque o buraco é mais fundo do que parece. O cenário regional é um barril de pólvora e a Venezuela é o estopim.
Nicolás Maduro, que comanda o país com mão de ferro, é acusado pelos Estados Unidos de liderar o Cartel dos Sóis, uma rede de narcotráfico que usa as estruturas do governo para espalhar drogas pela América Latina, incluindo rotas que cruzam o Brasil. Desde 2019, os americanos não reconhecem Maduro como líder legítimo e, em 2020, ofereceram 15 milhões de dólares por sua captura, rotulando-o como narcoterrorista.
Para Washington, combater esse esquema é questão de segurança global, já que o tráfico financia o crime organizado e desestabiliza a região. Lula, no entanto, escolheu ficar ao lado de Maduro. Ele reabriu a embaixada brasileira em Caracas, defendeu o regime em fóruns como o Mercosul e se recusou a extraditar aliados do ditador.
Lula evita classificar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como grupos terroristas, mesmo com suas ligações com cartéis internacionais. Essa postura faz o Brasil parecer conivente com o crime organizado, o que irrita os Estados Unidos e pinta Lula como um aliado de ditadores.
Enquanto isso, aqui dentro, o Brasil vive um racha político. No dia 11 de setembro de 2025, o STF condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe, baseado nos atos de 8 de janeiro de 2023, quando uma turba de cerca de 2.000 pessoas invadiu o Congresso, o Planalto e o próprio STF. Foi bagunça, sim: vidros quebrados, móveis destruídos, caos generalizado.
Mas um golpe de Estado é difícil de engolir. Não havia armas pesadas, apoio militar ou organização para derrubar o governo. Havia, sim, indícios de infiltrados e provocadores, mas o STF, com ministros alinhados a Lula e a governos petistas passados, usou isso para tirar Bolsonaro do jogo. Ele está inelegível até pelo menos 2030, e a prisão pode estar no horizonte.

Bolsonaro é a maior voz da direita brasileira, o único capaz de rivalizar com Lula nas urnas. Sua condenação, vista por muitos como perseguição política, joga lenha na fogueira de uma polarização que já divide o país. E onde entram os Estados Unidos? Bolsonaro é parceiro de Trump, com quem divide ideias sobre conservadorismo e liberdade de expressão.
Trump vê a condenação como um ataque à democracia, uma caça às bruxas parecida com o que ele enfrentou nos tribunais americanos. Por isso, ele já partiu para o contra-ataque. Aplicou a Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF, por suposta censura nas redes sociais, congelando bens e proibindo viagens aos Estados Unidos.
Agora, Trump ameaça sancionar outros ministros que votaram contra Bolsonaro, como Luiz Roberto Barroso e Edson Fachin. Além disso, desde agosto de 2025, os Estados Unidos impuseram tarifas de 50% sobre exportações brasileiras — carne, soja, aço — que estão sangrando nossa economia.
E tem mais: Trump acena com a possibilidade de cortar acesso a tecnologias sensíveis, como equipamentos de defesa. A porta-voz da Casa Branca, Caroline Levet, chegou a dizer que ele não tem medo de usar meios militares para defender a liberdade de expressão. É uma ameaça que, mesmo sendo retórica, coloca o Brasil em alerta.
Entre Sanções e Bravatas: O Brasil na Mira dos Estados Unidos
É aí que Lula entra em cena, desafiando a maior potência militar do mundo. Na entrevista à TV Bandeirantes, ele disse que não teme Trump. “Se ele vai tomar outras atitudes, é um problema dele. Vamos reagir na medida em que as medidas forem tomadas”, afirmou. Lula prometeu usar a Lei de Reciprocidade Tarifária, sancionada em 2025, para retaliar com tarifas, quebra de patentes ou restrições a importações americanas.
Sobre a fala de Levet, ele minimizou, chamando de bobagem e dizendo que os Estados Unidos precisam saber que o Brasil não é uma republiqueta de bananas. Ele ainda alfinetou: “Se Trump cometesse crimes aqui, seria punido, porque o Brasil tem lei para todo mundo.”
É um discurso de peito estufado, mas que ignora uma verdade incômoda. As Forças Armadas Brasileiras estão sucateadas. Anos de cortes orçamentários deixaram nosso Exército, Marinha e Aeronáutica com equipamentos obsoletos e pouca capacidade de enfrentar qualquer ameaça externa. Bater de frente com os Estados Unidos militarmente é delírio. Seria como um Fusca desafiando um tanque. Lula também ignora a diplomacia.
Em vez de buscar diálogo para aliviar as tensões, ele parte para a briga verbal, desafiando uma nação que é nosso segundo maior parceiro comercial, com trocas de 30 a 40 bilhões de dólares por ano.
As tarifas americanas já estão machucando agricultores e indústrias. E um embargo tecnológico pode piorar tudo, afetando desde a defesa até o agronegócio, que depende de máquinas importadas. Lula, apoiado por um STF acusado de ser um braço político do PT, parece mais preocupado em manter sua imagem de soberano do que em proteger o país. Sua popularidade, aliás, não ajuda.
Pesquisas mostram aprovação na faixa dos 40%, com rejeição alta entre conservadores e até setores da esquerda que o veem como autoritário. Seu alinhamento com Maduro e a recusa em combater o crime organizado como terrorismo reforçam a ideia de que ele está do lado errado dessa história.
O Supremo Tribunal Federal, por sua vez, não sai ileso. A condenação de Bolsonaro, que muitos veem como injusta, alimenta a narrativa de que a Corte se meteu na política, ignorando a democracia para calar a oposição. Isso dá munição a Trump, que usa a defesa da liberdade como pretexto para pressionar o Brasil. Enquanto isso, o povo brasileiro paga o preço: inflação subindo, empregos em risco e a sensação de que o país está à deriva.
A salvação pode estar em um alinhamento pragmático com os Estados Unidos, que têm interesse em um Brasil estável, livre do crime organizado e alinhado com democracias ocidentais. Isso não significa se curvar, mas negociar acordos que protejam nossa economia e segurança. Lula, porém, parece preferir o confronto, mesmo sabendo que o Brasil não tem fôlego para essa briga.
O que vem por aí? Mais sanções podem estar a caminho, e o Supremo Tribunal Federal, com seus ministros na mira da Lei Magnitsky, pode virar o centro de uma crise ainda maior.
Brasil em Rota de Colisão: A Diplomacia de Confronto de Lula
Lula, ao desafiar a maior potência militar do mundo, com um exército enfraquecido e um país dividido, arrisca levar o Brasil a um isolamento perigoso. A solução está no diálogo, na cooperação e em deixar as bravatas de lado. Porque, no fim das contas, quem sofre é o brasileiro comum, preso no meio dessa guerra de egos.
* With AI Copilot support provided by Microsoft
REFERÊNCIAS:
@tvacrítica
@GustavoGayer
@visaopolicialof
@GIROMILITAR
@plantaourgente1
@PolíticaOcultaBR
@mundopolarizado
@militar_estrategico
@FolhaPoliticaOficial
@FalaGlauberPodcast
@canalmilitarizandoomundo
@PatriotismoBrasileiromovimento

